Gente Buscando Gente

Com quase 3,9 mil casos de desaparecidos em 2014, Rio de Janeiro ganha delegacia especializada


Também será implantado o disque-desaparecidos, no telefone 197. Através do número, qualquer pessoa pode informar pistas sobre o paradeiro das vítimas sem revelar a identidade.

Desaparecida desde 2008, Larissa Gonçalves dos Santos completaria 18 anos em fevereiro. Ela estava em casa com o irmão, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, quando um homem invadiu o local, pegou a menina, então com 11 anos, e a levou dentro de um táxi. O acusado, suspeito de pelo menos outros sete desaparecimentos, foi preso e condenado. Larissa, no entanto, nunca mais foi vista. Apesar do passar dos anos, a mãe dela, Renata Gonçalves da Silva, nunca desistiu de encontrar a filha.


A história de Larissa é uma das milhares que ocorrem todos os anos no Rio. Ao longo de 2013, mais de cinco mil e oitocentas pessoas desapareceram no estado. Somente de janeiro a agosto deste ano, foram quase três mil e 900 desaparecimentos, segundo o Instituto de Segurança Pública. A maioria dos casos, mais de 1.500, ocorreu na capital, seguida da Baixada Fluminense e do interior. As principais vítimas são jovens, de 15 a 17 anos, do sexo masculino. Segundo o disque-denúncia, o serviço recebe, em média, 15 ligações por dia sobre desaparecimentos ou informações para localização de vítimas. Mas a falta de dados integrados entre os órgãos do estado e as demais unidades da federação é um dos entraves que dificultam a solução desses casos. Outro problema, segundo a antropóloga e ex-diretora do ISP, Ana Paula Miranda, é o fato dos desaparecimentos só serem registrados pela polícia após vinte e quatro horas.

Para tentar reverter esta realidade, será inaugurada, nesta segunda-feira, no Rio, a primeira delegacia de Descoberta de Paradeiro do estado. A especializada terá dois núcleos, um para investigar o sumiço de crianças e adolescentes e outro, para adultos. Segundo o coordenador da ONG Meu Rio, João Senise, um dos que cobrou a criação da delegacia no Rio, o modelo é inspirado na unidade de Belo Horizonte que, em 10 anos, resolveu 80% dos casos.

Também será implantado o disque desaparecidos, no telefone 197. Através do número, qualquer pessoa pode informar pistas sobre o paradeiro das vítimas sem revelar a identidade.

Em 2010, o Ministério Público do Rio criou o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos que está sendo implantando em âmbito nacional. Atualmente, dez estados fazem parte do Sistema Nacional de Desaparecidos, que ainda não tem data definida para ser unificado.

*Da Rádio CBN Rio.

Filho reencontra o pai depois de 47 anos


Dizem que a vida é feita de encontros e desencontros. E nos desencontros da vida, figura Paulo Sergio de Oliveira, 56 anos, que após a separação de seus pais, em Mandaguari no Estado do Paraná, perdeu completamente o contato com o pai, o Senhor Alcino Sabino de Oliveira, 80 anos.

Essa situação mudou completamente a história de Paulo Sergio.

Daquela época sobrou apenas poucas lembranças, porque ainda era menino na idade tenra que vida oferece. Junto com o pai também foi embora uma irmã  que se lembrava apenas do primeiro nome: Maria. Isso há 48 longos anos

E com o tempo o constante sonho de encontrar o pai e a irmã tornou-se uma esperança. Paulo Sergio ficou com a mãe que acabou falecendo em 2011.

Paulo Sergio começou uma busca incessante pelo pai e a irmã, e foi com a ajuda da esposa Natália Sudário da Silva que ao ver na televisão um reencontro promovido pela ONG Gente Buscando Gente, incentivou o marido a procurar a instituição, e foi aí que a história de uma vida, baseada na esperança começou a ter nuanças de um sonho a se realizar.

E tudo deu certo. Orientado pela ONG, o filho saiu da cidade de Eldorado no Mato Grosso do Sul e percorreu cerca de 2000 km durante mais de 30 horas e chegou na madrugada de domingo, 14 de setembro em Governador Valadares. O ponto de encontro com os voluntários da entidade e com a equipe de jornalismo da TV Leste (repórter Aguiar Júnior e cinegrafista José Luiz Ramos) foi um hotel no centro onde ficaram descansando para o reencontro no dia seguinte.

Finalmente a busca de 47 anos acabaria. Na cidade de Aimorés, onde mora atualmente, o pai Alcino já esperava com muita ansiedade de abraçar o filho que ao vê-lo as lágrimas brotaram nos olhos. O reencontrou abriu a oportunidade única de escreverem novas páginas desta história que passou quase 50 anos em branco. 

Quem também tem o sonho de reencontrar um familiar desaparecido ou que tenha perdido o contato, devem acessar o site da ONG (www.gentebuscandogente.org.br) onde contem as informações de como mandar sua história.




*Do Jornal Notícias No Leste.

Fim de uma saudade que durou 47 anos

O reencontro do filho Paulo Sergio de Oliveira, 56 anos com o pai o senhor Alcino Sabino de Oliveira, 80 anos aconteceu nesta segunda-feira, 15 de setembro na cidade mineira de Aimorés.


Foi a esposa de Paulo Sergio, a professora Natália Sudário quem viu o nosso trabalho na televisão e entrou em contato pedindo ajuda para realizar o sonho do marido.


Depois que quase dois anos de trabalho dos nossos voluntários, tudo deu certo e o reencontro aconteceu após Paulo e a esposa viajarem quase 2000 km durante cerca de 30 horas até chegarem a Governador Valadares/MG de onde juntamente com uma equipe do jornalismo da TV Leste viajamos para Aimorés onde a saudade de pai e filho acabaram em um emocionante abraço.


O filho Paulo Sergio ao lado do pai Alcino em entrevista para a TV Leste


Diretor da ONG ‘Gente Buscando Gente’, Carlos Rodrigues


Filho e pai ao lado de Carlos Rodrigues


Professora Natália Sudario (esposa de Paulo), Paulo Sergio, pai Alcino, e Carlos Rodrigues


Eles ao lado do repórter Aguiar Júnior


Paulo, Natália e Carlos junto com o cinegrafista José Luiz Ramos

Família procura por menina de 7 anos desaparecida em Mateus Leme

Vizinhos fizeram um mutirão na noite de sexta-feira para tentar localizar a menina Keyla Kelly, que saiu da casa da avó em direção a casa de uma tia, na mesma rua

Em um bairro familiar de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte, uma garotinha de 7 anos desapareceu entre a casa da avó e a casa de uma tia, trajeto de apenas 50 metros realizado rotineiramente por crianças da família. A menina Keyla Kelly Gonçalves Neves, foi vista pela última vez na sexta-feira (12), no bairro Jardim Alah, por volta de 20h30.

Segundo a mãe da menina, Juliana Gonçalves da Silva, de 25 anos, a família estava na casa da avó, em Mateus Leme, desde sexta-feira, por conta de uma festa de uma sobrinha dela que seria realizada no sábado, na mesma rua. Juliana, Keyla Kelly e outros dois irmãos dela, um menino de 9 anos e uma menina de 3, além do padrasto das crianças, moram em Juatuba há alguns meses, mas durante toda a vida moravam em Mateus Leme, junto a avó.

“Não tem como ela ter sumido assim. Ela ia direto para a casa da tia, que é aqui do lado da casa da avó dela, coisa de 50 metros de distância. A Keyla Kelly é uma menina muito inteligente, interativa, sabia o endereço da casa da avó de cor, ela sempre morou aqui. E ela não ia com estranhos, ela jamais iria com alguém que não conhece. É uma menina muito esperta”, contou a mãe.

A garotinha foi vista pela última vez usando uma blusinha rosa estampada com uma boneca, uma bermudinha preta e cinza, de ginástica, chinelos cor de rosa e o cabelo amarrado em um coque que a avó havia acabado de fazer. “Quem pegou ela não deixou nem rastro, eu, a família e os vizinhos fizemos um mutirão e procuramos ela até 3h da manhã na sexta-feira”, lamenta a mulher. O pai da criança também foi ao local para ajudar nas buscas.

A festa da sobrinha de 2 anos de Juliana não foi realizada no sábado por causa da comoção dos moradores para procurar a menina. A família tem esperanças de encontrar Keyla Kelly viva e bem, mas os irmãos já sentem falta da menina. “O irmão dela de 9 anos tem se preocupado muito, ela já me perguntou algumas vezes , ´será que ela está com fome´?”, desabafa Juliana.

Descaso

Os familiares da menina reclamam do descaso da polícia. “Olha, eu não vou mentir não. Assim que ela sumiu na sexta-feira a gente chamou a Polícia Militar, mas eles só apareceram depois de 3h. Aí fizeram o boletim de ocorrência, deram uma volta no quarteirão e disseram que era só aguardar. Procuramos a delegacia, mas fomos informados que tanto a de Mateus Leme quanto a de Juatuba não funciona no fim de semana, então procuramos a de Betim, mas não fomos nem um pouco bem recebidos”, conta a mãe de Keyla.

Segundo ela, no dia seguinte ao do desaparecimento, um homem procurou a família dizendo que havia visto a Keyla em um ônibus com um homem na Estação Eldorado de Mateus Leme. “Em tempo desse homem fugir, a polícia não fez nada. Nem o procurou para prestar depoimento. Quem nos ajudou foi um deputado que para evitar que o tempo passasse e o homem fugisse, o pegou e levou lá na delegacia. Mas também não era nada, esse homem parece que tem alguns distúrbios mentais. Nós até vimos as câmeras da estação e minha filha não aparece ali em nenhum momento”, contou Juliana.

Conforme a mãe da criança, a delegacia da cidade só começou a fazer algo a respeito nesta segunda-feira. “Parece que eles vão pedir ajuda dos bombeiros para procurar, porque ali na região tem muita mata, muita vegetação fechada. Mas eu acho que se essa procura tivesse começado já na sexta-feira, provavelmente já teriam encontrado a minha filha”, disse a mulher.

No entanto, a assessoria da Polícia Civil disse que as diligências já começaram mesmo na sexta-feira e que o caso está a cargo do delegado André Luiz Cândido, da delegacia de Mateus Leme. Ainda conforme o órgão, o delegado informou que já tem equipes na rua nesta segunda-feira (15) para procurar a menina, mas que ainda não há novidades.

Qualquer informação sobre o paradeiro de Keyla Kelly Gonçalves Neves, de 7 anos, deve ser informada por meio do Disque-Denúncia 181.

*Do Jornal O Tempo.

Procuro a minha família


José Pinto de Souza procura pelos irmãos:

JOAQUIM PINTO DE SOUZA
ANA PINTO DE SOUZA
MARIA PINTO DE SOUZA
GERÔNIMO PINTO DE SOUZA
LÚCIA PINTO DE SOUZA

Ele saiu de casa quando morava no Horto da Serraria em Periquito – MG, na época tinha 11 anos, quando veio para Governador Valadares.

Depois de alguns anos sua mãe e o pai também vieram para Valadares trazendo todos os irmãos. Eles moraram no Bairro Carapina.


Soube que a mãe apresentou problemas mentais e o pai teria abandonado ela juntamente com os sete filhos na estação ferroviária da cidade.


Continua desaparecido


Maria da Glória Anício Laje procura pelo irmão JOSÉ AFONSO PEREIRA que desapareceu em Belo Oriente/MG em abril de 2008.


O mecânico saiu de casa neste dia por volta das 11hs em uma bicicleta rumo a uma sítio de propriedade de familiares. Por volta das 13hs, a bicicleta foi localizada no terreno, dentro de um barraco e, desde então, José Afonso não foi mais visto.

Cristo ficará laranja para alertar para o tráfico de pessoas e desaparecidos


Objetivo é anunciar criação do Dia de Alerta Contra o Tráfico de Pessoas e pelos Desaparecidos, criado por site que ajuda familiares

Rio - O Cristo Redentor ficará laranja, a cor do alerta, a partir das 18h desta quarta-feira, com o objetivo de anunciar a criação do Dia de Alerta Contra o Tráfico de Pessoas e pelos Desaparecidos. O evento terá a celebração da oração do Angelus pelo reitor do Santuário, Padre Omar Raposo, colunista de  O DIA.

A iniciativa da criação da data é do site/aplicativo BIA/meufilhosumiu.org, para chamar a atenção para o problema do tráfico humano que, cada vez mais, aumenta o número de desaparecidos no mundo. De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Justiça, em 1999, a cada hora, 28 pessoas desaparecem no Brasil. Ao final do ano, o número chega a 40.000 crianças, em um total de 250.000 desaparecidos. A taxa de retorno é baixíssima.

Participarão do evento o Secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame; o Procurador de Justiça do Ministério Público, Dr. Rogério Carlos Scantamburlo; representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social; da Fundação da Infância e Adolescência (FIA); representantes da OAB, seções Rio e São Paulo; Jovita Belfort, mãe do lutador Vítor Belfort, cuja filha, Priscila, desapareceu em 2004, além de mães e familiares de desaparecidos. A oração será finalizada por um cântico do padre Omar Raposo, acompanhado pelo cantor e ator, Rafael Almeida, irmão da também cantora e atriz Tânia Mara.

O site/aplicativo BIA/Meufilhosumiu.org (www.biamap.com ou www.meufilhosumiu.org) funciona como um alerta: quando o familiar de um desaparecido faz um Boletim de Ocorrência, cadastra os dados da vítima no site. O registro gera um alerta através dos sistemas Android ou IOS, gratuito, que é repassado para a sociedade, através das redes sociais, e para autoridades como a Polícia Civil e Federal, Ministério Público etc, para que comuniquem portos, rodovias, ferrovias e aeroportos, o que amplia, significativamente, as chances de localização do desaparecido.


*Do Jornal O dia.

Procuro a minha família


Ilda Alves Nascimento Coutinho procura pelos irmãos JOSÉ ALVES DE NASCIMENTO, LUIZ CARLOS ALVES, OSWALDO ALVES, ANA ANÍZIA ALVES e MARIA JOSÉ ALVES.

Ela conviveu com eles até aos 15 anos de idade na cidade de Belo Oriente em Minas Gerais, depois disso ela foi para o Rio de Janeiro e perdeu o contato com eles.

A última notícia que soube é que eles teriam ido para Vitória da Conquista na Bahia.


Cristo Redentor Alerta Para o Tráfico de Pessoas e Desaparecidos

Na próxima 4ª feira, 10/9, às 18h, o Cristo Redentor, que fica no Parque Nacional da Tijuca, vai ser iluminado pela cor laranja, para anunciar a criação doDia de Alerta Contra o Tráfico de Pessoas e Pelos Desaparecidos – iniciativa dosite/aplicativo BIA/meufilhosumiu. Na ocasião, quando a sociedade será novamente alertada a respeito do tráfico humano — que aumenta as estatísticas dos números de desaparecidos no mundo — , o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, presidirá a Oração do Angelus, no alto do Corcovado, pelas vítimas do crime e por seus familiares.

O momento de oração vai contar com a presença de personalidades e representantes de organizações públicas e privadas, ligadas à segurança, direitos humanos e bem-estar social. Jovita Belfort, mãe do lutador Vítor Belfort, cuja filha desapareceu em 2004, o ator  e cantor Rafael Almeida, irmão da cantor Tânia Mara,Carlos Eduardo Sobral, chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal; Coriolano Almeida Camargo, presidente da Comissão de Direito Eletrônico e de Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP, João Batista Damasceno, juiz titular da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões do RJ eEbenézer Oliveira, coordenador do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo estarão presentes. A iluminação é da Embraarte.

A Igreja e a Tecnologia

De acordo com a última pesquisa realizada pelo Ministério da Justiça, em 1999, a cada hora, 28 pessoas desaparecem no Brasil. Ao final do ano, o número chega a 40.000 crianças, em um total de 250.000 desaparecidos. A taxa de retorno é baixíssima.

“A luta da Igreja contra o tráfico de pessoas é antiga e foi ratificada através da Campanha da Fraternidade, da CNBB, deste ano”, explica Padre Omar Raposo. “Assim, a sugestão da direção do site BIA/meufilhosumiu, de um alerta tecnológico contra o tráfico humano e pelos desaparecidos, vem somar esforços à nossa missão”.

Segundo Arnaldo Gesuele, presidente do BIA/meufilhosumiu, “A proposta é de uma parceria com a sociedade. O site/aplicativo BIA, que se espelha na lei da Busca Imediata, funciona como um alerta. No momento em que a mãe ou um familiar de um desaparecido faz o Boletim de Ocorrência, vai ao endereçowww.biamap.com ou www.biamap.com.br e faz o cadastro, gratuito, do desaparecimento. O registro gera um aviso através dos sistemas Android ou IOS, que é repassado para a sociedade, através das redes sociais, e para autoridades: Polícia Civil, Polícia Federal, delegacias, Ministério Público etc, para que comuniquem portos, rodovias, ferrovias e aeroportos. Nesses casos, a rapidez é essencial; daí a importância do alerta, para as buscas serem iniciadas imediatamente, o que amplia, significativamente, as chances de localização do desaparecido” explica.

Mais informações no hot site do evento:http://www.alertanocristoredentor2014.com.br/

Contato:
Bette Romero
Background Maxx Comunicação
(21) 2543-4056/98123-5032

http://www.segs.com.br/

Continua desaparecido


Sílvia Regina da Silva procura pelo filho JHONY DE AZEREDO DA SILVA COUTINHO

há um pouco mais de 10 anos. O filho desapareceu em Campos dos Goytacazes/RJ em 20/02/2004 quando estava com 18 anos. Nascido no dia 01/11/1984, hoje ele tem 29 anos.

Segundo ela, JHONY não passava por nenhum problema que levasse ele a desaparecer, nem doença psicológica, ou algo que o afligia ao ponto de fugir de casa. E que geralmente conversava muito com ela e era evangélico e estudioso.

Nestes 10 anos de desaparecimento do filho, ela teve notícia que ele passou por Belo Horizonte/MG, mas nada ficou comprovado.

Conta ainda que ele perdeu o pai muito cedo, com 10 anos, e isso o deixava triste. Na época do desaparecimento não estava trabalhava, só estudava e fazia o curso de eletricista no SENAI e se recusava a prestar o serviço militar no exército e ela teme que seja esse o motivo do desaparecimento dele.

Ele desapareceu sem levar documentos. No dia, ele falou que ia visitar uma namorada, chamada Cinara, que a família não chegou a conhecer.

JHONY tem uma pequena pinta no queixo e uma letra "J" tatuada entre o polegar e o indicador de uma das mãos.

Procuro a minha família


Maria Aparecida Ferreira procura pela filha ANDRÉIA LOURENÇO FERREIRA.

Segundo ela, a filha foi levada quando tinha menos de dois anos pela irmã do seu marido que teria mudado o nome dela para ANDRÉIA LOURENÇO FIGUEIREDO.

Procuro a minha família


Marlene Ferreira da Silva Duarte procura há mais de 40 anos pela tia PALMIRA FERREIRA.


Segundo ela a última informação que teve da tia é que ela estava morando na Pedreira Prado Lopes em Belo Horizonte/MG.


Procuro a minha família


Adelina Teixeira procura por uma filha biológica.

Ela conta que a filha nasceu na virada do ano de 1981 para 1982 no hospital municipal em Governador Valadares/MG. Já no hospital para o parto contou para a enfermeira de nome “Cida” que não tinha condições de criar a menina.

Esta enfermeira então se ofereceu para conseguir alguém que ficasse com a criança até que ela conseguisse um emprego ou qualquer apoio para criá-la.


Sua filha foi levada pela enfermeira que teria entregado para uma família na mesma cidade e ela nunca mais soube da criança.


Procuro a minha família


Veralúcia Alves dos Santos procura pelo irmão FABIANO LUIZ PINTO que há 17 anos saiu da cidade de Pescador em Minas Gerais para a cidade de Tangará da Serra no Mato Grosso e nunca mais deu notícias.


Fabiano tem hoje cerca de 30 anos.


Vendedor está desaparecido há quase um mês em Belo Horizonte

Lucas Azevedo Pinheiro foi visto pela última em Venda Nova, no dia 7 de agosto; um dia depois, o carro em que ele estava foi encontrado queimado em Brumadinho

Um sacoleiro de 24 anos está desaparecido há quase um mês na região de Belo Horizonte. Lucas Azevedo Pinheiro foi visto pela última vez na manhã do dia 7 de agosto, após deixar o irmão na estação Vilarinho, na região de Venda Nova. Ele estava em um Siena, que foi encontrado na noite seguinte, queimado, em um local afastado de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Lucas nasceu em Capelinha, na região do Vale do Jequitinhonha, e veio para BH tentar a carreira de jogador de futebol. Ele fez teste no Cruzeiro, em 2003, mas não passou. Desde então, ele dividia um apartamento com um primo e um amigo no bairro Santa Mônica, na região da Pampulha, e trabalhava como vendedor de roupas na capital, que ele trazia de São Paulo.

De acordo com o delegado da divisão de desaparecidos da Polícia Civil, Thiago Saraiva, Lucas relatou a familiares ter comprado um imóvel, do qual teria pago maior parte. No entanto, o proprietário demorava em fazer a transferência. Segundo Maria de Fátima Azevedo, 58, mãe de Lucas, ela teria ajudado o filho na compra da casa, que fica na região de Venda Nova, e que custou cerca de R$ 85 mil.

Quando foi visto pela última vez, ele teria saído ao encontro dessa pessoa.

Além desse possível suspeito, familiares e amigos já foram ouvidos, e descartaram que Lucas tivesse relação com tráfico de drogas ou inimizades que pudessem indicar o motivo de seu desparecimento.

A Polícia Civil continua as buscas por Lucas. Quem tiver informações, pode ligar para o 0800 2828 197.

*Do Jornal O Tempo.

CASO LUCAS PEREIRA

Esclarecimento público

Temos recebido mensagens de pessoas que querem repassar informações referentes ao desaparecimento de Lucas Pereira, criança de três anos que desapareceu em São Carlos/SP em julho de 2008.


A ONG Gente Buscando Gente não possui o cadastro deste desaparecimento. Nossa organização somente acompanha ou mesmo divulga os casos devidamente cadastrados. Os cadastros são recebidos somente pelo site (www.gentebuscandogente.org.br) e devem ser enviados apenas pela família.

Esta formalidade é imprescindível para que o caso receba o nosso acompanhamento.

Por fim, ressaltamos que até a presente data o caso Lucas Pereira não foi formalmente cadastrado conosco.

Toda e qualquer informação que porventura vierem a ter sobre possível atual paradeiro da criança deve ser repassada para a Delegacia de Investigação Geral (DIG) da cidade de São Carlos no Estado de São Paulo pelos seguintes meios:

Telefones

(16) 3374-1596 - DIG


181 – Disque-Denúncia

Procuro a minha família


Sebastião José Marques Ferreira há 48 anos procura por três irmãs, sendo elas: Luzia (conhecida como “Nenzinha”), Tereza, e a Irani (conhecida como “Nica”).


Ele conta que todos moravam na cidade de Ecoporanga no Espírito Santo, mas que em 1966 com a vinda dele para Governador Valadares em busca de trabalho perdeu o contato com elas.



Saudade de um amigo

Dona Bernardina mora em Macaé/RJ e viajou cerca de 600 km para vim até Governador Valadares/MG somente para participar do “Quadro Desaparecidos” no final do ano passado.

Conheça a história dela:

Bernardina de Aguilar Gonçalves procura pelo amigo SILVIO ANTUNES DE SIQUEIRA que desde 1959 não tem mais contato. Ele trabalhou nesta época de motorista da Usipa em Ipatinga/MG.


Ele esta hoje cerca de 80 anos e tem uma irmã chamada Marlene que trabalhava na relojoaria Chisté em Governador Valadares também em 1959.



Veja casos de reencontros pelo mundo após anos de separação

Na Argentina uma avó reencontrou o neto desaparecido 36 anos antes.
Conheça essa e outras histórias que tiveram final feliz em 2014.

O reencontro de Estela de Carlotto com seu neto desaparecido por 36 anos durante a ditadura na Argentina, nesta semana, foi marcado pela divulgação, pelo neto, Ignacio Hurban, de uma foto ao lado da avó, que é presidente da organização Avós da Praça de Maio. Hurban, que divulgou a imagem nesta sexta-feira (8), tinha dúvidas sobre sua origem e se submeteu a um exame de DNA que confirmou o parentesco entre ele e Estela. A mãe dele, Laura, foi assassinada por militares após dar à luz enquando estava presa.

A notícia comoveu a Argentina, mas não foi o único caso de reencontros emocionantes após anos de separação divulgados em 2014.
Veja a seguir outras histórias de parentes ou amigos separados durante anos que acabaram com um final feliz:

Dez anos após o tsunami

Raudhatul Jannah, da Indonésia, tinha quatro anos quando o devastador tsunami atingiu o sudeste asiático e arrastou a menina e seu irmão de sete anos em 26 de dezembro de 2004. A mãe dela, Jamaliah, e seu marido sobreviveram ao fenômeno, que matou 170 mil pessoas em Aceh, no oeste da ilha de Sumatra, onde a família mora. Ao longo dos anos, eles perderam a esperança de encontrarem algum de seus filhos ainda vivo.

Em junho deste ano, um irmão da mulher viu uma menina em uma vila local que parecia com sua sobrinha desaparecida. Ele fez perguntas na região e descobriu que a menina havia sido encontrada após o tsunami. Um pescador resgatou a criança e a levou para sua mãe, que criou a menina. Após a dica de seu irmão, Jamaliah e seu marido visitaram a menina, que hoje tem 14 anos, e descobriram que era realmente sua filha desaparecida.
Jannah voltou para a casa de seus pais na quarta-feira (6). Seu irmão, Arif Pratama Rangkuti, também sobreviveu, segundo a menina, mas seu destino é desconhecido.

Coreanos separados ao Norte e ao Sul

As duas Coreias estão separadas por apenas uma fronteira, mas a falta de diálogo entre as duas nações desde a Guerra da Coreia, que durou entre 1950 e 1953, faz com que parentes tenham passado quase 60 anos sem se encontrar. Em fevereiro de 2014, uma negociação entre Seul e Pyongyang fez com que 82 idosos sul-coreanos conseguissem participar de um emocionante encontro com ses parentes norte-coreanos no monte Kumgang, na Coreia do Norte.

O primeiro encontro desde 2010 de famílias coreanas separadas pela guerra começou com uma grande cerimônia, em um salão localizado no monte Kumgang, informou o ministério sul-coreano da Unificação. Os 82 sul-coreanos se reuniram com 180 familiares norte-coreanos em um encontro emotivo, após mais de 50 anos sem notícias. "Penso que quando olhar para o seu rosto, não vou conseguir acreditar', disse Kim Dong-bin, de 81 anos, antes do encontro com a irmã mais velha. "Não sei se vou conseguir reconhecê-la imediatamente. Faz tanto tempo que não nos vemos."

Os participantes foram selecionados por sorteio, e levaram presentes, remédios, fotos e vídeos para entregar aos parentes do Norte. Os itens, segundo eles, são raros no país vizinho.


*Do G1.

Procuro a minha família


Maria Gomes da Silva há 24 anos procura pela filha ELIANA GOMES DA SILVA que saiu de casa em Governador Valadares para ir ao dentista e nunca mais voltou.



Continua desaparecida


ADRIANA TERUMI ONAKA DE BELLI tem hoje 29 anos e desapareceu em fevereiro de 2005 aos 19 anos.

Ela, que é descendente de japoneses e quando sumiu, trabalhava no Bairro Bom Retiro, em Ipatinga/MG. Após ser acionada para uma corrida ao Bairro Bom Jardim, a jovem nunca mais foi vista por seus familiares.

Quando desapareceu, a mototaxista, que morava com uma tia no Bairro Imbaúbas, pilotava a Honda Titan azul, 125cc, placa GZZ-8317. Ela foi vista pela última vez num posto de combustíveis, próximo à rotatória que liga os bairros Jardim Panorama, Caravelas e Veneza.


No dia em que sumiu, por volta das 23h, Adriana – que trabalhava no ponto de mototaxistas do Cuíca, na Avenida Fernando de Noronha, no Bom Retiro – recebeu uma ligação pedindo uma corrida no Bom Jardim, próximo ao supermercado Ramos Plus, na Avenida Orquídea. Foi o último contato que colegas tiveram com ela.

Mulher reencontra família 37 anos depois de se ter perdido

Em criança fugiu por brincadeira e só agora descobriu o caminho para casa

Uma mulher na China, que fugiu da casa dos pais quando tinha sete anos, voltou a encontrar a família, no centro do país, 37 anos depois.

De acordo com o «The Telegraph», Jiang Aiwu, agora com 44 anos, casada e mãe de uma filha, fugiu de casa dos pais quando era criança, depois de ter perdido o dinheiro que lhe tinha sido dado para ir comprar carne ao mercado. Com medo que os pais a castigassem, Jiang Aiwu disse à irmã que ia à casa de banho e resolveu fugir.


A criança refugiou-se num comboio de mercadorias, perto do local, e acabou por adormecer. Quando acordou, o comboio já não estava na estação e foi então que começou uma jornada pelo Leste da China, sem saber ao certo como regressar a casa. Durante anos, Jiang Aiwu mendigou nas ruas e esteve em instituições de apoio, sem nunca conseguir voltar a casa.

Jiang Aiwu acabou por criar raízes em Xuzhou, uma cidade na província oriental de Jiangsu, a mais de 800 quilómetros a nordeste de Chenzhou, onde nasceu. Aiwu cresceu, tornou-se mulher, casou-se, teve uma filha e a história teve um final feliz: na semana passada, reencontrou a família.

De acordo com o site «Jiangsu News Online», o reencontro foi possível graças a uma organização intitulada «Bebé volta para casa», que é especializada em ajudar crianças perdidas a localizar as famílias. A máfia de exploração e tráfico de menores rapta dezenas de milhares de crianças chinesas por ano e várias organizações do mesmo género surgiram para ajudar as famílias a procurar os filhos desaparecidos.

Usando a rede nacional de informadores, a organização conseguiu descobrir que a família de Jiang Aiwu viveu numa comunidade rural de mineração de carvão na província de Hunan, no final dos anos 1970. Nos anos a seguir ao desaparecimento da filha, a família mudou-se para o norte de Hunan, para a província de Shanxi, e foi lá que se encontraram na quinta-feira, pela primeira vez em 37 anos.

«Desculpa o que te fiz e ao pai. Não devia ter fugido», disse Jiang Aiwu à mãe, no momento do reencontro.

A mãe de Jiang Aiwu, Jia Qiuju, respondeu, chorosa, que apesar de terem passados tantos anos, a filha está igual: «Nem é preciso fazer teste de ADN. Passaram-se anos mas estás igual».


Continua desaparecida


Claudia Aparecida Farinello procura pela irmã GLAUCIA REGINA FARINELLO de 47 anos (foto) que desapareceu na cidade de São Paulo em janeiro de 2011.


Ela conta que a irmã possui problemas mentais e fazia uso de medicamentos controlados, mas que andava normalmente pelo bairro onde todos a conhecia. Em um dia ela saiu para comprar pão e não mais voltou mais.

Continua desaparecida


Joseni Maria Carapina Preato procura pela filha ARIANA CRISTINA CARAPINA PREATO que tem hoje 28 anos e desapareceu em novembro de 2011 na cidade de Linhares/ES.

Ela conta que a filha saiu para ir à escola porém nunca mais retornou para casa. Todos os amigos dela afirmaram desconhecer qualquer intenção de fuga.

A família não sabe o que pode ter acontecido.


Ela possui três estrelas tatuadas nas costelas.


Procuro a minha família

Sônia Maria Batista Avelino (foto) procura pela mãe biológica ILDA VIEIRA BRAGA de 76 anos.


Ela foi adotada ainda criança e não possui outras informações.


Protesto em BH cobra resposta sobre casos de pessoas desaparecidas


Parentes de pessoas desaparecidas realizaram um protesto, na manhã deste sábado (23,) na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte. O objetivo foi cobrar da polícia e da Justiça explicações sobre os casos de desaparecimento que assolam várias famílias em Minas e no Brasil.

De acordo com uma das organizadoras do movimento, Priscila Ágata, o protesto foi organizado por um grupo de voluntários que presta apoio a essas famílias. “Pedimos socorro às autoridades porque nós, voluntários, sentimos muito por esses familiares”, disse.

Durante o manifesto, os participantes recolheram assinaturas para criar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular em favor das pessoas desaparecidas no Brasil. Só em Minas, a meta é conseguir pelo menos 45 mil assinaturas.

Famílias sofrem pela ausência de respostas

Pais que têm filhos desaparecidos também participaram do protesto. Com camisas e cartazes com fotos das crianças, eles reclamam da falta de respostas e lamentam ter que conviver com a angústica de não saber como os filhos estão.

É o caso de Leandro Campos, de 29 anos, pai de Emilly Ketlen Ferrari. A menina desapareceu na rua de casa, em Rio Pardo de Minas, no Norte do Estado, no dia 4 de maio de 2013. Na época, ela tinha 7 anos.

Diversas hipóteses já foram levantadas pela Polícia Civil, mas, até hoje, nenhuma foi confirmada. “A cada dia que passa as chances de encontrá-la viva diminuem. Mas eu tenho esperança de que vou ver minha filha novamente”, afirmou.


Joseli de Souza Melo, mãe de Bruna Marques Melo, desparecida no dia 23 de outubro de 2009, aos 4 anos, em Frutal, no Triângulo mineiro, também participou do manifesto. Ela disse que, desde então, a rotina nunca mais foi a mesma. “Passo o dia tentando buscar informações ou pesquisando na internet. Além disso, eu só choro”, afirmou.

Angustiada, Joseli diz que busca forças para seguir a vida nos outros quatro filhos, incluindo o irmão gêmeo de Bruna. “Às vezes sinto vontade de abandonar tudo, mas aí vem meu filho e diz que me ama. Quero mostrar para eles que eu não estou parada”, frisou.

*Do Jornal Hoje em Dia.

Procuro a minha família


Maria da Conceição Rodrigues Pereira tem 66 anos e procura pela mãe JOANA FIRMINA DE JESUS.

Ela não tem nenhuma outra informação da mãe a não ser o nome.

Conta que morava em uma localidade chamada “158”, perto de Teófilo Otoni/MG até 1958, ano em que o pai morreu em um acidente.

Com a falta do companheiro, sua mãe ficou sem condições de criar os cinco filhos que tinha e deu quatro deles para a adoção e foi embora com a filha mais velha (Geci).


Ela também não sabe o nome destes irmãos.


Reconstituição facial pode ajudar a identificar mulher esquartejada

Partes do corpo da vítima foram encontradas em setembro de 2012 no bairro Dom Bosco, na região Noroeste de BH

Com o objetivo de identificar uma mulher esquartejada em setembro de 2012 e que teve várias partes encontradas em lotes do bairro Dom Bosco, na região Noroeste de Belo Horizonte, a Polícia Civil (PC), fez uma reconstituição facial da vítima para ser divulgada na imprensa. Desde a época do crime a identidade da mulher é um mistério.

Segundo a corporação, o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) enviou fotos do rosto da mulher para que o Instituto de Criminalística da PC fizesse a reconstituição. Os exames do setor de Antropologia do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que a vítima teria entre 25 e 30 anos, 1,53 metros de altura, pele morena e cabelos pretos encaracolados.

Ainda de acordo com a PC, a mulher apresentava uma mancha escura de nascença na nádega direita. Os exames feitos em laboratório ainda confirmaram que a vítima era usuária de cocaína e era lactante, o que indica que ela ou estava grávida ou havia acabado de sair da gravidez.

Para o chefe do DIHPP, Wagner Pinto, as investigações para elucidação do crime esbarram no reconhecimento da vítima. Qualquer informação sobre a identidade da vítima pode ser comunicada à PC por meio do telefone 181 ou no 3429-6165.

Relembre

No dia 14 de setembro de 2012, foi encontrado na Rua Beira Córrego, no Bairro Dom Bosco, uma sacola de plástico preta, próxima a uma árvore. Dentro havia partes do corpo de uma mulher, sendo um tronco com os membros superiores. Dois dias depois, 16 de setembro, a polícia localizou, na Avenida Itaú, também no Bairro Dom Bosco, o restante do corpo: a cabeça e duas pernas.

Durante procedimentos iniciais, foram colhidas digitais da vítima e encaminhadas para vários estados, no entanto, não houve êxito nas buscas. O subinspetor da 6ª Delegacia de Homicídios Noroeste, Paulo César, ressaltou que o primeiro passo é identificar a mulher para então pesquisar a vida pregressa da mesma e tentar encontrar os responsáveis pelo crime.


*Do Jornal O Tempo.

Mãe desesperada com filho desaparecido há dois meses

Quebra de sigilo telefônico foi deferida há poucos dias, diz delegado

O jovem eletricista Rodrigo Alonso Lopes, 28 anos, está desaparecido há 55 dias, para desespero de sua mãe, Maria Lopes Rodrigues, que disse à reportagem do Planeta News, que seu coração de mãe tem absoluta certeza de que Rodrigo está bem, mas sua angustia só aumenta e é grande a revolta com a demora nos trabalhos de investigação e falta de notícia sobre seu paradeiro.

Maria lembra que seu filho desapareceu no último dia 20 de junho, após regressar de Fernandópolis, onde esteve trabalhando por 15 dias prestando serviços para a empresa em que trabalhava, uma construtora que tem sede em Barretos. No mesmo dia Rodrigo saiu na companhia de dois amigos, dirigindo seu veículo, um Astra de cor preta. Um deles, Janielson Daniel Adelino, de 20 anos, natural do Estado de Pernambuco, também está desaparecido. O outro acompanhante é conhecido como “Flamenco”.

Por volta das 14h daquele dia, os rapazes foram para um rancho às margens do Cachoeirinha, retornando à cidade por volta das 20h, quando deixaram o “Flamenco” em casa e retornaram para o rancho. Segundo o rancheiro, Rodrigo e Janielson permaneceram no local até por volta das 23h. Depois disso, segundo testemunhas, vieram para o bar do Beto, na Cohab III, e depois se dirigiram, já por volta das 0h, para uma boate conhecida como “Bar do Turvo”, na vicinal que liga Olímpia à Tabapuã, ultimo local em que foram vistos.

Segundo Maria, nestes 55 dias do desaparecimento de seu filho, não houve um só momento em que perdesse a esperança de encontra-lo bem: “É desesperadora essa espera, ainda mais com as dificuldades e demora no trabalho da polícia. A maioria das testemunhas, os amigos que o viram no dia do sumiço e até o rancheiro fui eu quem procurou e, com meu próprio carro, levei para serem ouvidos. Ainda espero o resultado da quebra do sigilo telefônico, já são quase dois meses. Teve o caso de uma professora em Catanduva que em dois dias já tinham todas as últimas chamadas listadas, mas meu filho é pobre, não é filho de gente importante. Queria ver se fosse o contrario e eles precisassem do meu trabalho para salvar a vida do filho deles pra ver se ia demorar assim! Como pode quase dois meses para um juiz deferir um pedido assim? Não houve um só dia nesse tempo todo que não passei na delegacia em busca de notícias do meu filho, mas nem delegado me atende, só falo com o escrivão. São duas famílias desesperadas, pois a mãe do outro rapaz desaparecido, que mora em Pernambuco, me liga todos os dias também, será que não vêm que são duas mães em desespero?”, desabafou.

A reportagem do Planeta News ouviu o delegado titular da Delegacia de Policia de Olímpia, Marcelo Puppo de Paula. Ele disse que o Inquérito policial que investiga o desaparecimento dos dois rapazes foi instaurado no dia 17 de julho, e é presidido pelo delegado, Dr Ricardo Afonso Rodrigues, e que já no dia 18 de julho o mesmo pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico. “O pedido de inquérito só chegou às nossas mãos no dia 17, pois a queixa do desaparecimento foi feita em Barretos e, posteriormente, encaminhada para Olímpia. Depois da instalação da Vara Criminal, dificultou muito nosso trabalho. Antes tínhamos três juízes que atendiam a demanda civil e criminal, agora ficou um só Juiz titular da vara especializada. Recentemente foi deferido o pedido de quebra do sigilo, e os ofícios às operadoras foram encaminhados. Não podemos determinar em quanto tempo serão respondidos, mas temos ouvido algumas pessoas, inclusive uma que seria namorada dele e que trabalhava na Boate, de nome Jéssica, e demais testemunhas que alegam que os dois estavam muito embriagados quando deixaram o local. O que mais intriga é o sumiço do carro, que pode muito bem estar escondido em algum canavial. Não houve nenhuma movimentação bancária dos desaparecidos e incluímos a placa do veículo no sistema nacional de radar, ou seja, se o carro estivesse circulando já teria passado por algum radar e seriamos informados. Apesar da morosidade burocrática, estamos sim trabalhando em busca de esclarecimento sobre o desaparecimento dos rapazes”, concluiu.


*Do Jornal Planeta News.