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Veja casos de reencontros pelo mundo após anos de separação

Na Argentina uma avó reencontrou o neto desaparecido 36 anos antes.
Conheça essa e outras histórias que tiveram final feliz em 2014.

O reencontro de Estela de Carlotto com seu neto desaparecido por 36 anos durante a ditadura na Argentina, nesta semana, foi marcado pela divulgação, pelo neto, Ignacio Hurban, de uma foto ao lado da avó, que é presidente da organização Avós da Praça de Maio. Hurban, que divulgou a imagem nesta sexta-feira (8), tinha dúvidas sobre sua origem e se submeteu a um exame de DNA que confirmou o parentesco entre ele e Estela. A mãe dele, Laura, foi assassinada por militares após dar à luz enquando estava presa.

A notícia comoveu a Argentina, mas não foi o único caso de reencontros emocionantes após anos de separação divulgados em 2014.
Veja a seguir outras histórias de parentes ou amigos separados durante anos que acabaram com um final feliz:

Dez anos após o tsunami

Raudhatul Jannah, da Indonésia, tinha quatro anos quando o devastador tsunami atingiu o sudeste asiático e arrastou a menina e seu irmão de sete anos em 26 de dezembro de 2004. A mãe dela, Jamaliah, e seu marido sobreviveram ao fenômeno, que matou 170 mil pessoas em Aceh, no oeste da ilha de Sumatra, onde a família mora. Ao longo dos anos, eles perderam a esperança de encontrarem algum de seus filhos ainda vivo.

Em junho deste ano, um irmão da mulher viu uma menina em uma vila local que parecia com sua sobrinha desaparecida. Ele fez perguntas na região e descobriu que a menina havia sido encontrada após o tsunami. Um pescador resgatou a criança e a levou para sua mãe, que criou a menina. Após a dica de seu irmão, Jamaliah e seu marido visitaram a menina, que hoje tem 14 anos, e descobriram que era realmente sua filha desaparecida.
Jannah voltou para a casa de seus pais na quarta-feira (6). Seu irmão, Arif Pratama Rangkuti, também sobreviveu, segundo a menina, mas seu destino é desconhecido.

Coreanos separados ao Norte e ao Sul

As duas Coreias estão separadas por apenas uma fronteira, mas a falta de diálogo entre as duas nações desde a Guerra da Coreia, que durou entre 1950 e 1953, faz com que parentes tenham passado quase 60 anos sem se encontrar. Em fevereiro de 2014, uma negociação entre Seul e Pyongyang fez com que 82 idosos sul-coreanos conseguissem participar de um emocionante encontro com ses parentes norte-coreanos no monte Kumgang, na Coreia do Norte.

O primeiro encontro desde 2010 de famílias coreanas separadas pela guerra começou com uma grande cerimônia, em um salão localizado no monte Kumgang, informou o ministério sul-coreano da Unificação. Os 82 sul-coreanos se reuniram com 180 familiares norte-coreanos em um encontro emotivo, após mais de 50 anos sem notícias. "Penso que quando olhar para o seu rosto, não vou conseguir acreditar', disse Kim Dong-bin, de 81 anos, antes do encontro com a irmã mais velha. "Não sei se vou conseguir reconhecê-la imediatamente. Faz tanto tempo que não nos vemos."

Os participantes foram selecionados por sorteio, e levaram presentes, remédios, fotos e vídeos para entregar aos parentes do Norte. Os itens, segundo eles, são raros no país vizinho.


*Do G1.

Procuro a minha família


Maria Gomes da Silva há 24 anos procura pela filha ELIANA GOMES DA SILVA que saiu de casa em Governador Valadares para ir ao dentista e nunca mais voltou.



Continua desaparecida


ADRIANA TERUMI ONAKA DE BELLI tem hoje 29 anos e desapareceu em fevereiro de 2005 aos 19 anos.

Ela, que é descendente de japoneses e quando sumiu, trabalhava no Bairro Bom Retiro, em Ipatinga/MG. Após ser acionada para uma corrida ao Bairro Bom Jardim, a jovem nunca mais foi vista por seus familiares.

Quando desapareceu, a mototaxista, que morava com uma tia no Bairro Imbaúbas, pilotava a Honda Titan azul, 125cc, placa GZZ-8317. Ela foi vista pela última vez num posto de combustíveis, próximo à rotatória que liga os bairros Jardim Panorama, Caravelas e Veneza.


No dia em que sumiu, por volta das 23h, Adriana – que trabalhava no ponto de mototaxistas do Cuíca, na Avenida Fernando de Noronha, no Bom Retiro – recebeu uma ligação pedindo uma corrida no Bom Jardim, próximo ao supermercado Ramos Plus, na Avenida Orquídea. Foi o último contato que colegas tiveram com ela.

Mulher reencontra família 37 anos depois de se ter perdido

Em criança fugiu por brincadeira e só agora descobriu o caminho para casa

Uma mulher na China, que fugiu da casa dos pais quando tinha sete anos, voltou a encontrar a família, no centro do país, 37 anos depois.

De acordo com o «The Telegraph», Jiang Aiwu, agora com 44 anos, casada e mãe de uma filha, fugiu de casa dos pais quando era criança, depois de ter perdido o dinheiro que lhe tinha sido dado para ir comprar carne ao mercado. Com medo que os pais a castigassem, Jiang Aiwu disse à irmã que ia à casa de banho e resolveu fugir.


A criança refugiou-se num comboio de mercadorias, perto do local, e acabou por adormecer. Quando acordou, o comboio já não estava na estação e foi então que começou uma jornada pelo Leste da China, sem saber ao certo como regressar a casa. Durante anos, Jiang Aiwu mendigou nas ruas e esteve em instituições de apoio, sem nunca conseguir voltar a casa.

Jiang Aiwu acabou por criar raízes em Xuzhou, uma cidade na província oriental de Jiangsu, a mais de 800 quilómetros a nordeste de Chenzhou, onde nasceu. Aiwu cresceu, tornou-se mulher, casou-se, teve uma filha e a história teve um final feliz: na semana passada, reencontrou a família.

De acordo com o site «Jiangsu News Online», o reencontro foi possível graças a uma organização intitulada «Bebé volta para casa», que é especializada em ajudar crianças perdidas a localizar as famílias. A máfia de exploração e tráfico de menores rapta dezenas de milhares de crianças chinesas por ano e várias organizações do mesmo género surgiram para ajudar as famílias a procurar os filhos desaparecidos.

Usando a rede nacional de informadores, a organização conseguiu descobrir que a família de Jiang Aiwu viveu numa comunidade rural de mineração de carvão na província de Hunan, no final dos anos 1970. Nos anos a seguir ao desaparecimento da filha, a família mudou-se para o norte de Hunan, para a província de Shanxi, e foi lá que se encontraram na quinta-feira, pela primeira vez em 37 anos.

«Desculpa o que te fiz e ao pai. Não devia ter fugido», disse Jiang Aiwu à mãe, no momento do reencontro.

A mãe de Jiang Aiwu, Jia Qiuju, respondeu, chorosa, que apesar de terem passados tantos anos, a filha está igual: «Nem é preciso fazer teste de ADN. Passaram-se anos mas estás igual».


Continua desaparecida


Claudia Aparecida Farinello procura pela irmã GLAUCIA REGINA FARINELLO de 47 anos (foto) que desapareceu na cidade de São Paulo em janeiro de 2011.


Ela conta que a irmã possui problemas mentais e fazia uso de medicamentos controlados, mas que andava normalmente pelo bairro onde todos a conhecia. Em um dia ela saiu para comprar pão e não mais voltou mais.

Continua desaparecida


Joseni Maria Carapina Preato procura pela filha ARIANA CRISTINA CARAPINA PREATO que tem hoje 28 anos e desapareceu em novembro de 2011 na cidade de Linhares/ES.

Ela conta que a filha saiu para ir à escola porém nunca mais retornou para casa. Todos os amigos dela afirmaram desconhecer qualquer intenção de fuga.

A família não sabe o que pode ter acontecido.


Ela possui três estrelas tatuadas nas costelas.


Procuro a minha família

Sônia Maria Batista Avelino (foto) procura pela mãe biológica ILDA VIEIRA BRAGA de 76 anos.


Ela foi adotada ainda criança e não possui outras informações.


Protesto em BH cobra resposta sobre casos de pessoas desaparecidas


Parentes de pessoas desaparecidas realizaram um protesto, na manhã deste sábado (23,) na Praça 7, no Centro de Belo Horizonte. O objetivo foi cobrar da polícia e da Justiça explicações sobre os casos de desaparecimento que assolam várias famílias em Minas e no Brasil.

De acordo com uma das organizadoras do movimento, Priscila Ágata, o protesto foi organizado por um grupo de voluntários que presta apoio a essas famílias. “Pedimos socorro às autoridades porque nós, voluntários, sentimos muito por esses familiares”, disse.

Durante o manifesto, os participantes recolheram assinaturas para criar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular em favor das pessoas desaparecidas no Brasil. Só em Minas, a meta é conseguir pelo menos 45 mil assinaturas.

Famílias sofrem pela ausência de respostas

Pais que têm filhos desaparecidos também participaram do protesto. Com camisas e cartazes com fotos das crianças, eles reclamam da falta de respostas e lamentam ter que conviver com a angústica de não saber como os filhos estão.

É o caso de Leandro Campos, de 29 anos, pai de Emilly Ketlen Ferrari. A menina desapareceu na rua de casa, em Rio Pardo de Minas, no Norte do Estado, no dia 4 de maio de 2013. Na época, ela tinha 7 anos.

Diversas hipóteses já foram levantadas pela Polícia Civil, mas, até hoje, nenhuma foi confirmada. “A cada dia que passa as chances de encontrá-la viva diminuem. Mas eu tenho esperança de que vou ver minha filha novamente”, afirmou.


Joseli de Souza Melo, mãe de Bruna Marques Melo, desparecida no dia 23 de outubro de 2009, aos 4 anos, em Frutal, no Triângulo mineiro, também participou do manifesto. Ela disse que, desde então, a rotina nunca mais foi a mesma. “Passo o dia tentando buscar informações ou pesquisando na internet. Além disso, eu só choro”, afirmou.

Angustiada, Joseli diz que busca forças para seguir a vida nos outros quatro filhos, incluindo o irmão gêmeo de Bruna. “Às vezes sinto vontade de abandonar tudo, mas aí vem meu filho e diz que me ama. Quero mostrar para eles que eu não estou parada”, frisou.

*Do Jornal Hoje em Dia.

Procuro a minha família


Maria da Conceição Rodrigues Pereira tem 66 anos e procura pela mãe JOANA FIRMINA DE JESUS.

Ela não tem nenhuma outra informação da mãe a não ser o nome.

Conta que morava em uma localidade chamada “158”, perto de Teófilo Otoni/MG até 1958, ano em que o pai morreu em um acidente.

Com a falta do companheiro, sua mãe ficou sem condições de criar os cinco filhos que tinha e deu quatro deles para a adoção e foi embora com a filha mais velha (Geci).


Ela também não sabe o nome destes irmãos.


Reconstituição facial pode ajudar a identificar mulher esquartejada

Partes do corpo da vítima foram encontradas em setembro de 2012 no bairro Dom Bosco, na região Noroeste de BH

Com o objetivo de identificar uma mulher esquartejada em setembro de 2012 e que teve várias partes encontradas em lotes do bairro Dom Bosco, na região Noroeste de Belo Horizonte, a Polícia Civil (PC), fez uma reconstituição facial da vítima para ser divulgada na imprensa. Desde a época do crime a identidade da mulher é um mistério.

Segundo a corporação, o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) enviou fotos do rosto da mulher para que o Instituto de Criminalística da PC fizesse a reconstituição. Os exames do setor de Antropologia do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que a vítima teria entre 25 e 30 anos, 1,53 metros de altura, pele morena e cabelos pretos encaracolados.

Ainda de acordo com a PC, a mulher apresentava uma mancha escura de nascença na nádega direita. Os exames feitos em laboratório ainda confirmaram que a vítima era usuária de cocaína e era lactante, o que indica que ela ou estava grávida ou havia acabado de sair da gravidez.

Para o chefe do DIHPP, Wagner Pinto, as investigações para elucidação do crime esbarram no reconhecimento da vítima. Qualquer informação sobre a identidade da vítima pode ser comunicada à PC por meio do telefone 181 ou no 3429-6165.

Relembre

No dia 14 de setembro de 2012, foi encontrado na Rua Beira Córrego, no Bairro Dom Bosco, uma sacola de plástico preta, próxima a uma árvore. Dentro havia partes do corpo de uma mulher, sendo um tronco com os membros superiores. Dois dias depois, 16 de setembro, a polícia localizou, na Avenida Itaú, também no Bairro Dom Bosco, o restante do corpo: a cabeça e duas pernas.

Durante procedimentos iniciais, foram colhidas digitais da vítima e encaminhadas para vários estados, no entanto, não houve êxito nas buscas. O subinspetor da 6ª Delegacia de Homicídios Noroeste, Paulo César, ressaltou que o primeiro passo é identificar a mulher para então pesquisar a vida pregressa da mesma e tentar encontrar os responsáveis pelo crime.


*Do Jornal O Tempo.

Mãe desesperada com filho desaparecido há dois meses

Quebra de sigilo telefônico foi deferida há poucos dias, diz delegado

O jovem eletricista Rodrigo Alonso Lopes, 28 anos, está desaparecido há 55 dias, para desespero de sua mãe, Maria Lopes Rodrigues, que disse à reportagem do Planeta News, que seu coração de mãe tem absoluta certeza de que Rodrigo está bem, mas sua angustia só aumenta e é grande a revolta com a demora nos trabalhos de investigação e falta de notícia sobre seu paradeiro.

Maria lembra que seu filho desapareceu no último dia 20 de junho, após regressar de Fernandópolis, onde esteve trabalhando por 15 dias prestando serviços para a empresa em que trabalhava, uma construtora que tem sede em Barretos. No mesmo dia Rodrigo saiu na companhia de dois amigos, dirigindo seu veículo, um Astra de cor preta. Um deles, Janielson Daniel Adelino, de 20 anos, natural do Estado de Pernambuco, também está desaparecido. O outro acompanhante é conhecido como “Flamenco”.

Por volta das 14h daquele dia, os rapazes foram para um rancho às margens do Cachoeirinha, retornando à cidade por volta das 20h, quando deixaram o “Flamenco” em casa e retornaram para o rancho. Segundo o rancheiro, Rodrigo e Janielson permaneceram no local até por volta das 23h. Depois disso, segundo testemunhas, vieram para o bar do Beto, na Cohab III, e depois se dirigiram, já por volta das 0h, para uma boate conhecida como “Bar do Turvo”, na vicinal que liga Olímpia à Tabapuã, ultimo local em que foram vistos.

Segundo Maria, nestes 55 dias do desaparecimento de seu filho, não houve um só momento em que perdesse a esperança de encontra-lo bem: “É desesperadora essa espera, ainda mais com as dificuldades e demora no trabalho da polícia. A maioria das testemunhas, os amigos que o viram no dia do sumiço e até o rancheiro fui eu quem procurou e, com meu próprio carro, levei para serem ouvidos. Ainda espero o resultado da quebra do sigilo telefônico, já são quase dois meses. Teve o caso de uma professora em Catanduva que em dois dias já tinham todas as últimas chamadas listadas, mas meu filho é pobre, não é filho de gente importante. Queria ver se fosse o contrario e eles precisassem do meu trabalho para salvar a vida do filho deles pra ver se ia demorar assim! Como pode quase dois meses para um juiz deferir um pedido assim? Não houve um só dia nesse tempo todo que não passei na delegacia em busca de notícias do meu filho, mas nem delegado me atende, só falo com o escrivão. São duas famílias desesperadas, pois a mãe do outro rapaz desaparecido, que mora em Pernambuco, me liga todos os dias também, será que não vêm que são duas mães em desespero?”, desabafou.

A reportagem do Planeta News ouviu o delegado titular da Delegacia de Policia de Olímpia, Marcelo Puppo de Paula. Ele disse que o Inquérito policial que investiga o desaparecimento dos dois rapazes foi instaurado no dia 17 de julho, e é presidido pelo delegado, Dr Ricardo Afonso Rodrigues, e que já no dia 18 de julho o mesmo pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico. “O pedido de inquérito só chegou às nossas mãos no dia 17, pois a queixa do desaparecimento foi feita em Barretos e, posteriormente, encaminhada para Olímpia. Depois da instalação da Vara Criminal, dificultou muito nosso trabalho. Antes tínhamos três juízes que atendiam a demanda civil e criminal, agora ficou um só Juiz titular da vara especializada. Recentemente foi deferido o pedido de quebra do sigilo, e os ofícios às operadoras foram encaminhados. Não podemos determinar em quanto tempo serão respondidos, mas temos ouvido algumas pessoas, inclusive uma que seria namorada dele e que trabalhava na Boate, de nome Jéssica, e demais testemunhas que alegam que os dois estavam muito embriagados quando deixaram o local. O que mais intriga é o sumiço do carro, que pode muito bem estar escondido em algum canavial. Não houve nenhuma movimentação bancária dos desaparecidos e incluímos a placa do veículo no sistema nacional de radar, ou seja, se o carro estivesse circulando já teria passado por algum radar e seriamos informados. Apesar da morosidade burocrática, estamos sim trabalhando em busca de esclarecimento sobre o desaparecimento dos rapazes”, concluiu.


*Do Jornal Planeta News.

Após quase morrer em acidente, ex-policial luta para conhecer o pai


Aposentada por invalidez, Daniela de Sá tem 30 anos e nasceu em Goiânia.

Ela busca realizar um sonho: encontrar seu pai. Conta que o desejo de conhecê-lo aumentou após quase morrer em um acidente de motocicleta, ocorrido em 2007, que a deixou com dificuldade para falar e andar até hoje.

Em 2009, dois anos após o acidente, quando recuperou completamente a memória ela começou a procura pelo pai com as poucas informações que tem. Sabe dizer apenas que ele se chama LUIZ FERNANDO DA SILVA, que possivelmente é engenheiro civil e nasceu em 1954.

Ela conta que por conta própria buscou o nome do pai em listas telefônicas e na internet, mas o nome dele é comum e só encontrou homônimos, e nenhum era ele.

A policial também tentou encontrar o pai no antigo emprego dele. No entanto, a empresa não existe mais.

Procuro minha família


João Dimas Matos de Almeida procura desde 1966, pelo irmão JOSE NIVALDO PEDREIRA DE ALMEIDA que saiu de casa em Dom Cavati/MG para ir a Governador Valadares, cidade há 70 km, para pagar uma prestação de um rádio em uma loja de móveis e nunca mais retornou.

Segundo ele conta em 1968 a família foi informada que o irmão foi visto na cidade de Rio Casca próximo á Ipatinga, também em Minas Gerais.

Ele não tem foto deste irmão.

Outras informações:

JOSE NIVALDO PEDREIRA DE ALMEIDA
Idade: Cerca de 70 anos
Naturalidade: IPIRÁ ou RIACHÃO DO JACUÍPE/BA

Filiação: ALTINO PEDREIRA DE ALMEIDA e ANTÔNIA MATOS DE ALMEIDA




Procuro a minha família


Dona Ana de Almeida e Silva de 80 anos é uma destas mães guerreiras. Há pelo menos 40 anos ela mantém uma busca incansável para encontrar a filha MARIA MAGNA DE ALMEIDA que tem hoje 42 anos.

Nestas décadas de busca, ela conseguiu uma foto da filha que foi levada ainda criança pelo pai.


Na época existia uma disputa de guarda com o ex-companheiro e ele a levou para local desconhecido.


Ana recorda que Maria Magna era uma criança especial, não falava.

Procuro a minha família


Alessandra da Silva Batista procura os avós paternos SEBASTIÃO GOMES DA SILVA e ADENITA MARIA BATISTA.

Ela conta que não conheceu a família do pai, e que soube apenas que eles moravam em Águas Formosas perto de Teófilo Otoni/MG.

Seu pai se chamava Adão Gomes Batista, mas já faleceu.



Projeto de Lei quer favorecer localização de desaparecidos em Minas

Ideia está em em tramitação na Câmara Municipal de BH no formato de Projeto de Lei Municipal


O projeto de lei 1046/14 propõe que os hospitais fiquem obrigados a notificar a Polícia Militar quando receberem pacientes sem identificação. A medida, de autoria do vereador Elvis Côrtes (SD), valeria também para clínicas, asilos, albergues e instituições psiquiátricas. Nesta terça-feira a Comissão de Saúde e Saneamento deu parecer favorável à proposta.

O objetivo é favorecer a localização de desaparecidos. De acordo com o vereador, no Brasil há cerca de 200 mil desaparecidos, sendo 12 mil deles em Belo Horizonte. Muitos desses casos, são decorrentes de males súbitos, surtos, casos de violência ou acidentes que requeiram internação.

A notificação à PM poderia contribuir para que famílias encontrem parentes que, por motivos de saúde, estejam incapacitados de se identificar. Agora, o projeto segue para votação em plenário da Câmara Municipal e, então, é passado à análise do prefeito.



Com informações da Câmara Municipal de BeloHorizonte.

Continua desaparecida

Ivone Domingues de Camargo procura pela filha VANESSA DOMINGUES DA SILVA (foto) que tem hoje 24 anos e desapareceu em novembro de 2011 em Santo Amaro/SP quando estava no portão de casa sozinha.

Ela possui várias tatuagens, tendo em destaque uma estrela em cada cotovelo e uma tatuagem nos dedos da mão com o nome dela “Vanessa”.

Na época do desaparecimento Vanessa sua filha tinha apenas três meses.

Outra informação:

VANESSA DOMINGUES DA SILVA

Data de nascimento: 25/11/1990


Procuro a minha família


Maria da Penha do Rosário procura por SALUSTRIANO ALVES DOS SANTOS de 56 anos. Ela conta que há sete anos ele morava em Vitória/ES juntamente com ela e uma filha, e teria ido trabalhar no Rio de Janeiro/RJ e não deu mais notícias.

Outras informações:

SALUSTRIANO ALVES DOS SANTOS
Data de nascimento: 20/07/1958

Naturalidade: Prado/BA

Procuro a minha família




Luzia da Graça da Silva procura pelo filho SAIMON DA SILVA de 28 anos que desapareceu em Cariacica/ES em maio de 2011.


Ela conta que o filho saiu de casa falando que voltaria logo, porém não voltou. A última notícia que a família teve é de que Saimon foi visto em Jacaraípe, bairro do município de Serra, no Espírito Santo. Quando foram até lá e não o encontraram.

Desaparecido

ROGERIO FERREIRA LIMA
Engenheiro Civil
Data de nascimento: 17/04/1968 – 46 anos
Filiação: Antonio Ferreira Lima e Teresinha Carvalho Lima

Cidade de Nascimento: Brasília de Minas/MG


DHPP envelhece foto de menino desaparecido em Mogi das Cruzes

Ele sumiu aos 4 anos e imagem o retrata aos 32 anos.
Foto foi divulgada na manhã desta quinta-feira (7) em São Paulo.


Uma explosão de sentimentos foi como definiu a mogiana Divanei Pereira, de 50 anos, ao ver a foto de seu filho, desaparecido com 4 anos, atualmente com 32 anos. Ela esteve na manhã desta quinta-feira (7) acompanhada da família no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para conhecer a imagem. O menino Kennedy Robert Pereira desapareceu da casa da avó materna em Mogi das Cruzes (SP) em 11 de abril de 1986. Por três meses peritos do laboratório de arte forense do  DHPP, na capital, trabalharam para elaborar a foto que mostra como o garoto estaria hoje.

Segundo Divanei, a pedido do DHPP ela entregou fotos dela, do marido, do garoto e das filhas para que a imagem pudesse ser elaborada.“Na minha memória sempre ficou gravado o Kennedy com 4 anos. Eu nunca consegui visualizar como ele seria hoje. Foi uma emoção, uma explosão de sentimentos.

Mostrar um homem adulto coisa que a gente não tem na mente. Hoje a gente vê esse rapaz com 32 anos. Ele está parecido com a minha família, as minhas filhas. Com essa foto nossa esperança foi renovada. E nós aguardamos quem por ventura ver esse rapaz por gentileza entrar em contato com a nossa família. Vai ser uma emoção grande  reencontrá-lo.”, relata a mãe.
Ela contou que antes de fazer a foto de Kennedy o DHPP estava produzindo, a imagem de outras quatro crianças. Por isso, a família precisou aguardar durante este tempo.

“A foto em si ficou parecida com a família e comigo. Acredito que esse trabalho do DHPP nos ajude a encontrá-lo. Pelo menos temos um rosto para visualizar.

Eu vejo semelhança dele comigo quando era jovem. O coração fica apertado e cheio de esperança”, afirma o pai do menino, Pedro Pereira.
Para o coordenador do laboratório de arte forense do DHPP, Sidney Barbosa a região da boca foi a que deu mais trabalho para o envelhecimento da foto de Kennedy.  “Ele estava com chupeta e isso obstruia a região. Mas, a gente teve fotos dos familiares que foi uma ajuda importante. A margem de erro de um retrato eleborado, como esse, é pequena. Isso porque partimos do rosto da criança e não criamos a partir de descrição verbal, como no retrato falado.

Durante o trabalho, vamos acrescentar o crescimento da face, tirar o cabelo, acrescentar ou subtrair um dente que pode ter perdido com passar do tempo. Isso afeta no aspecto do rosto.” Quem souber de algumam informações sobre Kennedy pode ligar para o Disque-Denúncia 181.

Desaparecimento

Segundo a mãe, no dia do desaparecimento havia muitas pessoas em um pico perto de onde a família morava, em Mogi, para observar a passagem do cometa Halley. "Acredito que ele não esteja no Brasil. Deve ter sido levado por alguém para outro país. Atualmente, depois de tudo o que passei, estou preparada e posso dizer que perdoo a pessoa que pode ter levado o meu filho embora", diz a comerciante.

Se estiver vivo, Kennedy é um homem de 32 anos completados no dia 22 de fevereiro. As fotos de criança são de um menino de cabelos loiros e encaracolados. A mãe guarda os poucos retratos do garoto, assim como um caminhão de plástico dos bombeiros. "Ele amava este brinquedo", lembra.

Segundo Divanei, a infância do menino foi feliz. "Era uma outra época. Não tinha esse perigo que temos hoje de deixar crianças na rua. Nós morávamos em um bairro com ruas de terra. Minha mãe e minha sogra viviam a poucos metros da minha casa", detalha.


No dia 11 de abril de 1986, por volta das 16h, a comerciante deixou os filhos Kennedy e Karina, de 5 anos, na casa de sua mãe, a poucos metros de onde morava, no bairro Ponte Grande, em Mogi das Cruzes. A comerciante e o marido foram ao centro da cidade. "Era um dia bonito, estava sol. Meus filhos estudavam em uma escolinha no jardim da infância, mas não consigo me lembrar o motivo pelo qual eles não foram à aula nesse dia", detalha. Por volta das 18h, o casal retornou à Ponte Grande.

Divanei foi para a casa e pediu para que o esposo fosse buscar as crianças na casa da mãe dela. "Ele voltou somente com a Karina e me disse, nessas palavras, 'Bem, eu não achei o Kennedy'. Fui correndo para a casa da minha mãe. O menino desapareceu enquanto brincava na rua e a avó não tinha percebido. "A noite caiu e nós notamos que ele [Kennedy] realmente havia sumido", lembra a comerciante.

Uma grande mobilização tomou conta da cidade. A mogiana diz que vieram policiais de São Paulo para ajudar nas buscas. "Por vários dias esses policiais fizeram buscas no Rio Tietê, já que havia suspeita de que meu filho pudesse ter desaparecido por lá", explica. O tempo passou e cada vez mais as notícias sobre o possível paradeiro do menino iam se diluindo. "Eu era uma garota de vinte e poucos anos. Fiquei muito deprimida e emagreci bastante. Cheguei aos 43 quilos", conta.

O misterioso sumiço da criança ganhou destaque na imprensa de Mogi das Cruzes e de todo o Brasil. Divanei mantém boa parte destes recortes de jornais da época. Em 2002, uma revista americana divulgou uma matéria mostrando como seria o rosto de Kenned aos 18 anos. A técnica de evolução da face, segundo a comerciante, foi feita pela polícia americana, a Swat. Para chegar ao suposto rosto do menino, eles usaram características da mãe, pai e irmã: "Eu era associada a 'Mães da Sé'. Eles [Swat] escolheram o Kennedy para fazer este trabalho por causa do tempo em que ele já estava desaparecido", justifica.


Cometa Halley

Divanei tem uma suspeita: o filho pode ter sido levado por pessoas de outros países que visitavam Mogi das Cruzes no dia do desaparecimento. "Havia um grande movimento de pessoas estrangeiras e de posse na cidade. Naquela noite o cometa Halley passaria perto da Terra. Por isso, havia muita gente seguindo em direção ao Pico do Urubu. E todo esse engarrafamento de carros passava justamente na nossa vizinhança", conta. Por causa dessa suspeita, Divanei tem quase certeza de que seu filho esteja vivendo em outro país. "Ele deve estar bem", afirma.

DNA

Em 1996, um programa de televisão encontrou um menino com as mesmas características no estado de Alagoas. Mas, após dois exames de DNA, ficou compravado que não se tratava de Kennedy. "Foi uma frustração. Eu tinha certeza que era meu filho. O Marcelo [menino encontrado] possuía uma cicatriz no pé identica à do Kennedy. Mas os exames apontaram que não era ele. Essa criança foi encontrada em um orfanato em Alagoas", explica.

Desde então, Divanei não teve nenhuma outra pista concreta sobre o paradeiro da criança. Desde 2013, a família mantém uma página em uma rede social, com fotos de como seria o rosto de Kennedy aos 18 anos e o tipo sanguíneo dele. No espaço também há fotos de recortes de jornais e informações do caso. Além do idioma português, a página tem versões em inglês e espanhol.


Atualmente, Divanei continua trabalhando como comerciante em Mogi das Cruzes. Ela vive com o marido e a filha mais nova, nascida anos após o desaparecimento do irmão, em um outro bairro. A outra filha, que estava com Kennedy no dia do desaparecimento, se casou, conforme disse Divanei. "Assim vou levando a minha vida. Nunca me culpei pelo acontecido e atualmente não culpo e não tenho raiva de ninguém. Aprendi que não se cai uma folha de uma árvore sem que Deus permita. Enquanto houver um fôlego de vida, sempre haverá esperança", concluiu.


*Do G1.

Procuro a minha família

Varlei Ferreira Rocha procura pela irmã NAILDE GONÇALVES DE OLIVEIRA (foto) que tem cerca de 50 anos. Ela morava em Junco de Minas, distrito de Malacacheta/MG. O último contato com ela foi nos anos 90

Outras informações:

NAILDE GONÇALVES DE OLIVEIRA
Naturalidade: Água boa/MG (São José da Safira)

Filiação: JOSÉ SABINO ou JÚLIO GONÇALVES DE OLIVEIRA e MARIA FERREIRA ROCHA ou MARIA FERREIRA BRÁS

Descoberta renova esperanças das Avós da Praça de Maio

Após anúncio de que Guido fora encontrado, número de pessoas em busca de informações aumentou


BUENOS AIRES — Ainda emocionadas com a descoberta de Guido Carlotto, as Avós da Praça de Maio não conseguiram dormir na noite da última terça-feira. O jovem músico é, em parte, neto de todas elas, que — ainda esperançosas, e com idades entre 70 e 95 anos — se mantém ativas na sede da organização no número 500 da Rua Virrey Cevallos.

Acima de tudo, a descoberta do neto de Estela de Carlotto renova suas ilusões. Como não alimentar as esperanças de encontrar os netos desaparecidos, se o telefone das Avós da Praça de Maio não para de tocar?

— À noite, não consegui dormir. Cada vez que um neto novo surge, a esperança ressuscita. É uma chama que nunca se apaga — afirmou Raquel de Marizarrena, secretária-adjunta da organização, e única a chegar cedo na sede da entidade nesta quarta-feira. — Notícias como essa renovam a ilusão.

De acordo com a instituição, a aparição de um novo neto é a melhor campanha para que jovens com dúvidas sobre sua identidade se animem a procurar as Avós da Praça de Maio. A descoberta de Guido motivou, desde as primeiras horas do dia, dezenas de pessoas a se submeterem a testes de DNA.

“Quer desvendar sua identidade? Vou transferi-lo para o departamento para que lhe expliquem o procedimento”, repete como um mantra a secretária da entidade, falando ao telefone. Em seguida, toca a campainha. Um jovem se apresenta na porta da sede e pede que seu caso seja estudado. Casos como o de Ignacio Hurban, que semanas atrás contactou voluntariamente as Avós da Praça de Maio, e que nesta terça-feira soube ser Guido Carlotto, não são os mais comuns.

— Esse é apenas o quinto caso, em oito anos, solucionado a partir de uma apresentação espontânea — afirmou uma funcionária da entidade. — Mas hoje o telefone não parou de tocar, e sabemos que meses de forte trabalho vêm pela frente. Acontece cada vez que um neto é encontrado, e muito mais agora, pela repercussão do caso. Muitas vezes ops netos não sabem que não são filhos biológicos de seus pais. Por isso, é importante que pessoas ao redor que saibam ou desconfiam de algo se manifestem, pra estimular a procura por informações.

Guido foi o 114º neto recuperado. Cerca de 400 jovens argentinos seguem sem conhecer sua verdadeira identidade.

EMOÇÃO NO VATICANO

O Papa Francisco, que esteve com Estela Carlotto em abril de 2013, no Vaticano, recebeu com emoção a notícia da descoberta do neto da presidente das Avós da Praça de Maio.

— Foi uma notícia que nos emocionou muito. Deus quer seguir premiando a perseverança no amor, que alimenta e fortalece o espírito de reconciliação nacional, e transforma em realidade as profecias do Cântico dos Cânticos: “o amor é mais forte que a morte” — afirmou o monsenhor Karcher, oficial de protocolo do Vaticano.

Durante o encontro, em 2013, Estela entregou ao papa uma pasta com nomes dos jovens procurados pela organização, e uma carta em que pedia aos membros da Igreja Católica e seus paroquianos para que fornecessem as informações que têm sobre o paradeiro dos netos desaparecidos.

“Darei a mão a Bergoglio, agora Francisco, pela primeira vez, com emoção, com o orgulho pelo fato de ele ser um argentino, e esperando que ele ajude as avós”, afirmou Estela antes do encontro com o Papa.

Em março passado, durante uma entrevista, a presidente das Avós da Praça de Maio deu por resolvidas suas dúvidas sobre a atividade do Papa durante a ditadura militar na Argentina.


Do Jornal O Globo.

Presidente das Avós da Praça de Maio encontra neto desaparecido durante ditadura argentina

Durante entrevista coletiva à imprensa, concedida nesta terça-feira (05/08), Estela ressaltou que outros 400 netos seguem desaparecidos. Os detalhes sobre a identidade de Guido serão preservados, como informou sua avó. “A cadeira que estava vazia agora tem dono. Os porta-retratos vazios terão sua imagem”, comentou.


O neto da presidenta da Associação das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, foi encontrado após 37 anos de buscas da família. Tio do jovem, o secretário de Direitos Humanos da província de Buenos Aires, Guido Carlotto, disse que o sobrinho “apresentou-se voluntariamente na sede da associação “porque tinha dúvidas sobre sua identidade”.

O rapaz é filho de Laura Carlotto, que estava grávida de três meses quando foi sequestrada, em novembro de 1977, e assassinada pela ditadura militar argentina.

Na época, Laura era  estudante de história na Universidade Nacional de La Plata e militante da Juventude Universitária Peronista.

"Estamos muito felizes com a notícia”, disse Carlotto. Ele acrescentou que, por questões legais, só pode dizer que o sobrinho é músico e fez voluntariamente o teste de DNA.

Segundo testemunho de sobreviventes, Laura foi mantida com vida no centro clandestino de detenção La Cacha, em La Plata, até dar a luz no Hospital Militar de Buenos Aires, no dia 26 de junho de 1978. O rapaz, cujo nome para a família é Guido, tem hoje 36 anos.

Sobre o fato de terem encontrado mais um neto, afirmou que “isso é para os que dizem ‘basta’, os que duvidam se fazemos bem” em seguir nessa busca pelas crianças que desapareceram durante o período em que o país viveu sob uma ditadura militar. “É uma resposta aos que querem que viremos a página, como se nada tivesse acontecido”.

Depois de pelo menos 37 anos de busca, Estela ressaltou que é uma reparação não só “para ele e para nossa família”, mas para “a sociedade no conjunto”. Por isso, “temos que seguir buscando o que falta porque outras avós têm que sentir o que eu estou sentindo”.

O fato, considerado histórico, está sendo amplamente comemorado na Argentina. A presidente do país, Cristina Kirchner, ligou para Estela pessoalmente para confirmar a notícia. “Choramos juntas”, contou.

“O que todas nós queremos é que esta história não se repita nas futuras gerações, por isso estamos lutando”, ressaltou, ao destacar a importância de a Argentina viver uma democracia na qual “podemos caminhar em liberdade”.

Busca pela identidade

O neto número 114 fez o teste de DNA voluntariamente. Guido nasceu em cativeiro no Hospital Militar de Buenos Aires em 26 de junho de 1978. Músico, se apresentou voluntariamente na sede das Avós para realizar o exame porque tinha dúvidas sobre sua identidade.

“Os netos [estão vivos e] esperando que os sigamos buscando”, afirmou Carlotto. Sobre os jovens que ainda estão desaparecidos, ela comentou que muitos não as procura porque sentem que têm uma “dívida com os pais que os criaram”. Eles “não vêm para que os que os criaram não sejam enviados para a cadeia. Então esperam que [esses pais] morram para tomar esta decisão, mas nesta espera, muitas vezes as avós morrem”.

Trata-se, em sua visão, de um trabalho de conscientização. “Cada vez a sociedade nos entende mais. Na Argentina temos desaparecidos vivos que estão próximos e esperando”.


Questionada sobre como se sente neste momento, Estela disse que tudo o que mais quer neste momento é “abraçar e ver seu rosto como sempre sonhei”.

Pensão por morte pode ser concedida sem certidão de óbito

É possível o segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedir pensão por morte de cônjuge desaparecido? O questionamento, feito por leitor a partir do canal Seu Previdêncio, se baseia no fato de não haver certidão de óbito, exigida pelo órgão para a concessão do benefício. Porém, há uma alternativa para que o interessado possa receber a pensão.

Após o desaparecimento do cônjuge a pessoa deve fazer BO (Boletim de Ocorrência) na polícia e, se passados seis meses (tempo mínimo exigido por lei), o marido ou mulher ainda estiver sumido, é preciso entrar na Justiça com o pedido de morte presumida. Com a declaração judicial de ausência em mãos, a pessoa pode solicitar ao INSS o pagamento de pensão.

Porém, conforme explica a presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Jane Lucia Berwanger, o beneficiário receberá a pensão por morte a partir do momento que ingressar com o pedido na Previdência Social, sem contar o período entre a realização do BO e a declaração de morte presumida. “O benefício é dado apenas em caso de morte. E ela só é reconhecida com a declaração de ausência, por isso o pensionista não recebe pelos meses anteriores”, explicou.

Caso o indivíduo reapareça enquanto o cônjuge estiver recebendo a pensão por morte, o benefício é cancelado, mas o pensionista não precisa devolver o valor recebido. “Se for provado que a família não agiu de má-fé, que realmente pensava que a pessoa não estava viva e por isso pediu a pensão, o valor não precisa ser devolvido”, acrescentou a presidente do IBDP.

Em caso de catástrofes, acidentes ou desastres em que esteja comprovado que a pessoa estava no local, mas o corpo não foi identificado ou sequer encontrado, o procedimento é o mesmo, porém, menos burocrático. “Se o desaparecido estava em um avião que caiu, por exemplo, com o nome na lista de passageiros e de embarque, o pensionista consegue a declaração de morte presumida mais rápido. Varia de Estado para Estado, mas pode sair em até 30 dias”, afirmou Jane.

Outra questão que gera dúvidas é a reivindicação dos bens do desaparecido. De acordo com o advogado Patrick Villar, da Villar Advocacia, com a declaração de ausência é possível obter a curadoria dos bens, ou seja, ser responsável por administrar os bens do desaparecido. “Ao entrar com pedido judicial de ausência, o cônjuge ficará com a curadoria dos bens da pessoa que sumiu. Passado um ano, os interessados poderão pedir a sucessão provisória, quando se pode requerer o inventário do desaparecido e ter acesso à herança, se houver. Decorridos dez anos, a sucessão provisória é considerada definitiva e presume-se a morte do ausente”, disse. “Caso a pessoa reapareça depois da sucessão definitiva, ela não tem mais direito de administrar os seus bens”, completou.