Gente Buscando Gente

Reforço no trabalho

Esta motocicleta foi adquirida ontem, quinta-feira 23/10 pela nossa entidade.

Será usada na locomoção de voluntários aqui em Governador Valadares (MG) onde concentra o trabalho da ONG.


Foi adquirida com doações de pessoas como você que acredita em nosso esforço.




Procuro a minha família


Elaine Botelho tem 46 anos e procura pelo pai biológico GERALDO BOTELHO SOBRINHO que tem hoje cerca de 70 anos.

Ela conta que tinha apenas três meses de idade quando sua mãe se separou dele.

Procurando sozinha pelo pai ela teve informações de que nos anos 80 ele teria morado no distrito de Paranapiacaba, que pertence à cidade de Santo André (SP), porém ela não conseguiu a confirmação.

Com a mãe ela conseguiu uma foto antiga do pai.

Cadastro de pessoas desaparecidas em Santa Catarina está disponível no Sinesp Cidadão

Estado é o primeiro a incluir cadastro de desaparecidos no aplicativo


O cadastro de pessoas desaparecidas em Santa Catarina está disponível desde a semana passada para consulta no aplicativo Sinesp Cidadão. Agora, os quase 2,5 milhões de usuários da ferramenta no país, além de consultarem placas de veículos e mandados de prisão em aberto, também podem ajudar a identificar o paradeiro dos cerca de 2.000 desaparecidos no Estado. Santa Catarina sai na frente no país a usar o aplicativo na tentativa de localizar desaparecidos. Entre eles, a menina Emili Miranda Anacleto, de dois anos. A criança foi vista pela última vez no dia 21 de maio, quando seguia com o pai para Barra Velha. O corpo de Alexandre Anacleto foi encontrado carbonizado dentro do próprio carro, dois dias depois e Emili nunca mais foi vista.

“Basta digitar o nome Emili Miranda no aplicativo que todos os casos de pessoas desaparecidas com este nome vão aparecer. Data, onde desapareceu e fotos da pessoa. Em alguns casos, ainda não tem foto, mas estamos tentando contatar as famílias”, explica o delegado Wanderley Redondo, titular da DPPD (Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas). O aplicativo do Sinesp Cidadão está disponível no Google Play, na App Store e Windows Store. Ou seja, pode ser baixado em qualquer celular que opere nos sistemas Android, iOS e Windows.

O delegado Redondo aposta que com o cadastro de desaparecidos disponível no Sinesp Cidadão, a unidade conseguirá diminuir o número de pessoas cujo paradeiro permanece desconhecido no Estado. “Com certeza, vai ajudar no nosso trabalho estas informações estarem disponíveis num aplicativo que tem 2,5 milhões de usuários, conforme estimativa do Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

Desde o lançamento, em 2013, o Sinesp Cidadão já teve mais de 100 milhões de consultas. Com o uso da ferramenta, 87 mil veículos roubados foram recuperados e 4.400 foragidos da Justiça, presos no Brasil.


*Do Jornal Notícias do Dia.

Procuro a minha família






Ariani Cristini procura pelo tio ELISEU NASCIMENTO FILHO que saiu de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) em 2001 dizendo que estava indo para Natal (RN) para trabalhar.


Eliseu hoje tem 51 anos e é filho de Eliseu Nascimento e Maria Eugênia Nascimento.

Procuro a minha família


Luciene Rosa dos Santos Pereira Alves procura pelo pai biológico chamado PEDRO PATROCÍNIO.

Ela tem poucas informações dele, sabe apenas que sua mãe Maria do Carmo da Silva, conhecida como “Tuca” morava na cidade de Cláudio (MG) e acabou tendo um relacionamento com ele quando foi trabalhar na casa de uma família na cidade vizinha Oliveira.


Isso foi há quase 40 anos. Na época seu pai tinha um irmão chamado José Patrocínio que era taxista.


Desaparecido





Valdete Silva Santos procura pelo filho CLEVERSON MAGNO DOS SANTOS que em 1997 foi embora de João Monlevade (MG) sem informar a família para onde iria.


Cleverson tem hoje 38 anos.

Procuro a minha família


Clementina Martins procura pelo irmão CELSO LUGÃO MOULIN que em 1975 foi para São Paulo (SP) em busca de trabalho juntamente com um amigo chamado Pedro Estevão.


A família recebia cartas de Celso, mas depois ele deixou de escrever.


Desaparecido


UMBERTO EUSTÁQUIO DE BRITO desapareceu em 2010 aos 63 anos na cidade de Nova Era (MG). Hoje ele tem 67 anos.


Umberto saiu da casa sem documentos, sem dinheiro, só com a roupa do corpo e nunca mais foi visto. Antes de desaparecer ele fazia uso de medicamento controlado.


Menina desaparecida em Mateus Leme pode estar no Norte de MG

Mensagem enviada ao avô da criança informou que menor estava no interior da cidade; Polícia Militar realiza rastreamento no município

Policiais militares de uma cidade do Norte de Minas realizam intenso rastreamento, na manhã desta quinta-feira (16), em busca de pistas da menina Keyla Kelly Gonçalves Neves, de 7 anos, que desapareceu em Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte, há mais de um mês. De acordo com uma mensagem enviada para um familiar da criança, ela estaria no interior do Estado.

O avô de Keyla, José Aparecido, informou à reportagem de O TEMPO que, há alguns dias, recebeu essa pista pelo telefone celular. “Me mandaram uma mensagem, mas não sei se é verdade. Já surgiram vários boatos”, explicou o homem.

A cidade indicada na mensagem, que não será divulgada para não atrapalhar as investigações da polícia, fica próxima a Montes Claros.

“Recebemos a informação que ela teria embarcado em um ônibus em Montes Claros com um casal. Ela teria passado por Brasília de Minas, e depois veio para o nosso município”, explicou o sargento Charles Mendes Almeida.

A busca pela menina na cidade começou nessa quarta-feira (15). Além de procurar em postos de saúde e hospitais, policiais também estão em diligências em cidades vizinhas.

“Estamos com fotos e cartazes. Temos que frisar que, por enquanto, é apenas um boato. O rosto da criança é muito comum e pode confundir”, afirmou o militar.

A reportagem procurou o delegado que está à frente das investigações, Fábio Moraes Neto, mas, por meio da assessoria de Polícia Civil, ele disse que não vai comentar o caso.

Relembre

No dia 13 de setembro, Keyla Kelly estava na casa da avó, no bairro Jardim Alah, em Mateus Leme, quando disse que ia à casa da tia, localizada na mesma rua, a cerca de 50 metros de distância. Depois disso, ela não foi mais vista. Ela usava uma blusa cor-de-rosa estampada com uma boneca, calça de ginástica preta e cinza e um chinelo cor de rosa.

Qualquer informação sobre o desaparecimento de Keyla Kelly pode ser passada por meio do Disque-Denúncia 181. Não é necessário se identificar.


*Do Jornal O Tempo.

Desaparecido



WESLEY FORTUNATO PEREIRA desapareceu em Lavras (MG) no dia 12/06/2012 depois de ter trabalhado durante a madrugada em um supermercado.

O caso recebeu grande divulgação na imprensa de Minas Gerais, mas nenhuma informação concreta do seu paradeiro chegou.


Hoje ele está com 21 anos.

Continua desaparecida

JURACI BARBOSA DA COSTA CHIKUBA
Desapareceu a 12 anos em São Paulo. Ela tem problemas mentais.


Outras informações:

Juraci Barbosa da Costa Chikuba
Data de nascimento: 20/12/1962
Desaparecida há aproximadamente 12 anos.


O último contato com a família foi através de cartas em 2002, com o seguinte endereço: Rua Dr. Lund, 361 – Liberdade – São Paulo. No endereço funciona o albergue “Minha Rua Minha Casa”.

Continua desaparecido


Maria José da Silva procura pelo filho que faz uso de remédios controlados.


JHONATAN PEDRO DA SILVA desapareceu em Governador Valadares (MG) em 01/12/2011. Hoje ele tem 23 anos.


Família de militar desaparecida vive cinco meses de mistério e dor


Mãe de militar que sumiu em BH é nomeada curadora dos bens da filha, que teve vencimentos suspensos pela Aeronáutica. Família se vê às voltas com angústia e perguntas sem respostas

Ao completar cinco meses do desaparecimento da tenente da Aeronáutica Mírian Márcia Rodrigues Tavares, de 42 anos, o juiz da 3ª Vara de Sucessões de Belo Horizonte, Maurício Torres Soares, concedeu alvará de ausência e nomeou como curadora especial a mãe da militar, para guardar, conservar e administrar os bens da filha. A primeira providência da aposentada Maria das Dores Rodrigues, de 72, que mora em Varginha, Sul de Minas, foi desocupar o apartamento da tenente, no Bairro Prado, Região Oeste da capital, para alugá-lo e usar o dinheiro para pagar as mensalidades da compra financiada do imóvel.

Móveis, roupas e outros pertences da tenente foram levados para uma casa da família em Varginha, o que aumentou ainda mais a angústia da mãe, que conserva a esperança de encontrar a filha com vida. A tenente saiu de carro para ir ao banco depositar dinheiro na conta da irmã, em 3 de maio, e nunca mais foi vista. Em junho, ela passou a ser procurada pela Interpol, organização internacional de polícia criminal.

Na família da militar, o clima é de desolação. A irmã dela, a professora Beatriz Tavares, de 49, conta que a polícia vasculhou várias oficinas de desmanche de carros na capital, na expectativa de encontrar peças do Fiat Palio de cor prata da tenente, placa HNY 3582, de Varginha, mas nada foi achado. “A Aeronáutica também conseguiu autorização para contratar mergulhadores para procurar em lagoas perto de Belo Horizonte, mas também não encontraram nada”, disse a irmã. “Não tem como descrever a nossa dor. A gente não sabe o que aconteceu com a minha irmã e não sabemos o que fazer. Fica essa incerteza. Ao mesmo tempo que temos esperança de encontrá-la, também temos dúvida. A gente imagina mil coisas. Uma hora a gente imagina que ela está viva, outra, que ela está morta”, lamentou a irmã. “É como se estivéssemos vivendo um eterno luto, sem ter um corpo para velar”, disse.

A irmã conta que a família decidiu alugar o apartamento depois que a Aeronáutica suspendeu o pagamento de salário à tenente e encaminhou um termo de deserção à Justiça Militar. De acordo com o artigo 187 do Código Penal Militar, o agente que se ausenta de suas atividades por mais de oito dias sem justificativa é considerado desertor.

Os pertences de Mírian foram levados para uma casa herdada do pai em Varginha. “Não tive nem coragem de olhar as coisas dela. Só nos resta sonhar, rezar e ter esperança de que um dia ela vá voltar. Mírian é a caçula de quatro irmãos. Era o xodó da minha mãe. A última sempre é a mais mimada”, comentou a irmã.

Beatriz conta que aparentemente Mírian não tinha nenhum problema que a levasse a fugir ou cometer ato mais grave. “Dificuldade financeira ela não tinha. No trabalho, o que a gente sabe é que ela estava se dando muito bem. Na Páscoa, quando ela nos visitou em Varginha, percebi que estava bem mais triste. Tentei conversar com ela, mas ela desconversou. Não era muito de se abrir com ninguém. Era muito fechada”, disse a professora, lembrando que a tenente não levou nada quando saiu de casa para ir ao banco. “Nem roupa, cartões de crédito, celular, nada. Ela tinha no máximo R$ 100 no bolso e não houve nenhum movimento bancário depois do sumiço”, lembra a irmã. “A gente continua sonhando que um dia ela vai voltar para casa, que vai bater na porta e abraçar todo mundo.”

INVESTIGAÇÃO

Para a polícia, o sumiço da tenente ainda é um mistério. De acordo com o chefe da Divisão de Referência de Pessoas Desaparecidas, delegado Dagoberto Alves Batista, não há ainda qualquer indício de que Mírian esteja viva ou de envolvimento de alguém em seu desaparecimento, como movimentação da conta bancária.

Segundo ele, a tenente deixou uma carta para a família, indicando que cometeria suicídio. “Na época do desaparecimento dela, foi encontrado sangue na pia da garagem do prédio, mas a gente precisaria de amostra do sangue dela para confrontar os materiais. A tenente ainda fez um depósito na conta bancária da irmã e deixou uma mensagem dizendo que era para custear seu enterro, que não queria dar despesa para ninguém”, disse o delegado.


*Do Jornal Estado de Minas.

Procuro a minha família


Serafim da Costa procura pela irmã ANELITA SERAFIM DA COSTA que há cerca de 50 anos teria ido para Goiás morar com um tio.

Procura também pelo irmão JOSÉ CENIR SERAFIM que há cerca de 45 anos teria ido para Rondônia juntamente com uma tia de nome Geralda Serafim.


Ele conta que eles moravam em Água Preta distrito de Ataléia (MG) quando ambos foram embora.

Procuro a minha família


José Maria Vieira procura pela irmã MARIA IZIDIO VIEIRA que não vê há mais de 50 anos. Eles perderam o contato em 1958 quando moravam na chácara do Sr. Geremias Mendonça Freitas em Peçanha (MG) e ela teria ido morar em Belo Horizonte.

Ele conta que nesta época ela tinha cerca de 20 anos e já era casada com Joaquim Chaves.

Lembra ainda que a irmã é mais nova que ele e que ela o chamava apenas de “Zé Izídio”.


A última notícia que ele soube dela é que estava morando em São Paulo.

Procuro a minha família

Isa Mendes nasceu em 1959 na cidade de Duque de Caxias (RJ). Ela sabe pouco da mãe, tem apenas o primeiro nome, “Carmelita”.

Logo que nasceu foi adotada por um casal que morava na mesma cidade e que depois mudou para o Pernambuco.

Em 2012 ela foi ao Rio de Janeiro buscar informações que a ajudasse a encontrar a mãe. Lá encontrou apenas uma pessoa que disse saber da sua história, porém não contou muitos detalhes, dizendo não saber ou não lembrar.

No Rio ela descobriu que na época sua mãe era empregada doméstica na casa de um deputado estadual.

Ela procurou também o local onde nasceu, mas descobriu que a Maternidade Herculano Pinheiro já não existia mais.



Nesta primeira foto é a Isa Mendes quando criança e na outra ela nos dias atuais. COMPARTILHE esta história e faça com que mais pessoas tomem conhecimento...


Procuro a minha família


Dona Maria Almira que mora na cidade de São José dos Pinhais (PR) procura pela irmã MARIA DO ROSÁRIO RIBEIRO DOS SANTOS que segundo ela, há quase 30 anos saiu de São Carlos do Ivaí (PR) para morar em Guaíra no mesmo estado.


O último contato que a irmã fez com ela, foi através de uma carta enviada de Paranhos, Mato Grosso do Sul.

Disque-Denúncia lança ação diferente para localizar crianças sumidas no Rio de Janeiro

Campanha mobiliza grandes marcas de vários segmentos do mercado.
Veículos de comunicação também irão apoiar iniciativa.

“A sua marca desaparece para uma criança aparecer”. É com esta ideia que o Disque-Denúncia criou uma campanha para, durante o mês de outubro, ajudar famílias a localizarem crianças desaparecidas no Rio de Janeiro. A iniciativa tem foco em grandes marcas de segmentos diversos do mercado e veículos de comunicação.

A campanha foi desenvolvida em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Anunciantes (Aba-Rio) e a Associação Brasileira de Agências de Publicidade do Rio de Janeiro (Abap-Rio) e será lançada em 12 de outubro, quando se comemora o Dia das Crianças.
A ideia é que importantes marcas de diferentes segmentos deixem de assinar seus anúncios publicitários, substituindo-a por fotos de crianças desaparecidas e o telefone do Disque-Denúncia em etiquetas, jornais impressos, jornais online, revistas e etc.


*Do G1 Rio.

Procuro a minha família


Aldecir José Barbosa procura pelo os avós paternos ALTINA MARIA DA NEVES e CLEMENTE JOSÉ BARBOSA.


Ele não chegou conhecê-los.

Continua desaparecido


VALDINEI PEREIRA VIEIRA desapareceu em Governador Valadares, MG em junho de 2007 é procura pela família.

Ele que sofre de problemas mentais e faz uso de medicamentos controlados, estava com o pai que o acompanhava para passar por uma perícia no INSS, e enquanto andavam pelas ruas, saiu correndo ao se assustar com o barulho do trânsito.

Toda a família mora na cidade de Frei Inocêncio, MG. Valdinei apresenta uma quebradura no punho esquerdo e uma tatuagem com o nome “Cristina” no braço.

Procuro a minha família


Tereza Maria de Oliveira procura pela mãe ANA MARIA DE OLIVEIRA, que tem o apelido de “Santa” e tem hoje cerca de 80 anos. Também pelos irmãos JOSÉ DE OLIVEIRA, que teria viajado com um parque; e DERLI CARVALHO DE SOUZA, que teria ido para Montes Claros.


Dona Tereza foi criada pela madrinha após a morte do pai. Ela tinha contato com a mãe, porém o irmão se mudou com a mãe. Eles teriam ido para Carvoeira, região de Montes Claros.


RS registra mais de 6 mil desaparecidos em 2014

Dados da Secretaria de Segurança revelam que 3,2 mil sumidos são menores


Entre janeiro e agosto deste ano, o Rio Grande do Sul teve mais de 6,2 mil registros de pessoas desaparecidas. Desse total, 3,2 mil são menores de idade e em torno de 3 mil são adultos. No ano de 2013, o número de ocorrências foi de 10,2 mil, dividindo-se em 5,3 mil menores e 4,9 mil adultos. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Em 2014, nos oito meses, ocorreram 4,7 mil localizações de desaparecidos. Já o total de 2013 ficou em mais de 8,1 mil registros de encontrados.

Nos oito primeiros meses de 2014, o número de desaparecidos não difere muito entre homens e mulheres, sendo que os casos masculinos superam os femininos em apenas 109 registros. Conforme a SSP, a principal faixa etária é dos 12 aos 17 anos, com 3,3 mil casos, seguido dos 18 aos 24 anos, com 822. Porto Alegre é onde se concentra a maioria das ocorrências, com pouco mais de 1,5 mil desaparecidos entre janeiro e agosto deste ano, enquanto 2013 totalizou 2,6 mil. No mesmo período, ocorreram quase 1,1 mil localizações, ao passo que o ano passado teve 2,2 mil pessoas encontradas.

Diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, o delegado Cristiano Reschke revela que a 5ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (5ªDHPP) tem uma equipe dedicada exclusivamente aos casos de desaparecimentos na Capital. Segundo ele, a média de reaparecimento está em 90%, geralmente no prazo de uma semana.

O delegado lamenta que muitas famílias não informam o retorno da pessoa que estava desaparecida, permanecendo a ocorrência em aberto. Ele entende que o problema, que eleva as estatísticas, poderia ser resolvido com a suspensão temporária do RG e do CPF da pessoa até que fosse regularizada a situação.

Um outro ponto importante destacado pelo Reschke é o fato de que a família não traz todas as informações sobre o parente desaparecido quando do registro da ocorrência. Dados como vida social, vícios, amizades, envolvimento com ilícitos, entre outros, muitas vezes, não são revelados ou omitidos, seja por desconhecimento, seja por receio de comprometer a pessoa. “Isso dificulta e atrasa o início das investigações”, lamenta o delegado.

"Um dia meu filho voltará para casa"

O drama de quem espera pelo retorno ou por alguma informação sobre um ente querido desaparecido é permanente e doloroso. Em 23 de outubro de 2012, o universitário Roberto Alencris da Silva Teichinkoski, 27 anos, sumiu quando saiu de casa para o trabalho. Ele estava em uma parada de ônibus no bairro Parque dos Maias, em Porto Alegre, e nunca mais foi visto.

A mãe, Christine Ferreira da Silva, 48 anos, conta que testemunhas falaram que o seu filho foi abordado por três homens, sendo colocado à força dentro de um Fox. Na época, acrescenta Christine, surgiu a informação de que um foragido estaria envolvido no desaparecimento do estudante universitário. Segundo a mãe, as investigações policiais nunca conseguiram provar nada em relação ao suspeito e o inquérito, sem ninguém indiciado, foi remetido à Justiça. “Não ficou comprovado nada”, lamenta.

Christine mantém a esperança de que o filho esteja vivo e retorne algum dia. “Estou aguardando uma resposta”, afirma, reforçando que sempre espera pelo surgimento de pistas sobre o filho, pois “nunca soube de nada até agora”.

Já no dia 17 de dezembro de 2013, a dona de casa Eliane de Souza Gonçalves, 37 anos, saiu de sua residência, no bairro Lageado, também na Capital, e nunca mais retornou. Ela levava apenas uma mochila. “É um mistério”, afirma a irmã de Eliane, a educadora assistente Elizete de Souza Gonçalves, 30. “Não temos respostas e cada dia que passa é uma angústia sem fim”, desabafa Elizete. “Ninguém viu”, acrescenta, ressalvando que a família não tem ideia de onde Eliane esteja. Para a irmã, a aflição e o medo de ter uma notícia ruim são constantes. A pessoa fica sobressaltada quando toca o telefone ou a campainha da porta.


*Do Jornal Correio do Povo.

Procuro a minha família


Paulo Augusto de Souza procura pela filha MÁRCIA ALVES DO NASCIMENTO.


Ele conta que morava com a filha no Rio de Janeiro, na Rua Maestro Francisco Braga, 170 – Edifício Maria do Carmo no Bairro Peixoto, perto do túnel velho em Copacabana, quando ela teria ido morar em Vila Velha – ES e não deu mais notícias.


Sumiço de garota em Londres gera maior operação policial desde atentados

Adolescente de 14 anos sumiu há quase um mês sem deixar rastros; suspeito já foi condenado por matar ex-mulher.


Os olhos azuis de Alice Gross estão por toda parte no bairro de Ealing, no oeste de Londres, estampando cartazes que pedem informações sobre o paradeiro da garota de 14 anos sumida desde o dia 28 de agosto.

Após quase um mês do seu desaparecimento, em Hanwell, a poucos quilômetros do centro de Ealing, a polícia londrina lançou a maior operação desde os atentados de 2005 para encontrar seu sequestrador ou possivelmente assassino.

Alice saiu de sua casa às 13h no dia de seu desaparecimento. Às 16h26 foi vista caminhando às margens do canal Grand Union, em direção a Hanwell.

Havia mandado uma mensagem ao seu pai, perguntando-lhe se estava em casa, já que havia saído sem chaves. Depois disso, sumiu.

Definida como "muito vulnerável" pela sua família, a adolescente sofria de anorexia e, segundo a imprensa local, era vítima de bullying nas redes sociais. Esse foi um dos pontos de partida da investigação policial.

Nos primeiros dias, os vizinhos da família comentavam que a adolescente havia desaparecido por rebeldia.

A história, no entanto, sofreu uma reviravolta quando outra pessoa, também em Ealing, foi registrada como desaparecida: Arnis Zalkalns, um homem de 41 anos que estava no mesmo canal na mesma hora que Alice.

Principal suspeito

Até o dia 3 de setembro, Zalkalns trabalhava em uma construção em Isleworth, também no oeste de Londres. Mas desde então, nunca mais foi visto.

No dia em que Alice desapareceu, Zalkalns passeava de bicicleta pelo mesmo caminho e foi filmado pelas mesmas câmeras de segurança que haviam registrado a última imagem de Alice cerca de 15 minutos antes.

Zalkalns é, agora, o principal suspeito pelo sumiço da garota. Natural da Letônia, a polícia acredita que ele tenha se mudado para a Grã-Bretanha em 2007. Antes, passou sete anos preso no seu país após ter esfaqueado a esposa à morte, em 1998.

Em 2009, ele voltou a ser preso, desta vez por suspeita de assédio a uma menor de 14 anos. A polícia britânica não tinha conhecimento de sua condenação anterior e o caso não teve maiores repercussões. Agora, pediu mais informações sobre seus antecedentes a autoridades da Letônia.

A bicicleta de Zalkalns foi encontrada na sexta-feira, mas autoridades não disseram onde.

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que 600 oficiais de oito forças diferentes estão envolvidas na maior operação desde os atentados de 2005. Buscas já foram realizadas em uma área de 25 km quadrados e em 5,5 km de canais e rios.



Problema europeu

A polícia já recebeu mais de 630 ligações relacionadas ao caso e tem pedido acesso a qualquer imagem obtida por câmeras de segurança.

Peritos forenses estiveram na casa de Zalkalns, também em Ealing, onde ele vivia com sua companheira e filho. Na semana passada, a polícia começou a realizar buscas em um segundo imóvel em Hanwell.

Segundo a polícia, Zalkalns não acessou sua conta bancária nem usou seu telefone celular desde que desapareceu. Seu passaporte foi deixado em casa.

No entanto, autoridades e a imprensa local têm criticado os investigadores por terem demorado a apontar Zalkalns como suspeito e a pedir antecedentes à polícia da Letônia, que confirmou ter começado a trabalhar com policiais britânicos somente na semana passada.

Uma questão aberta pelo caso Alice Gross envolve a facilidade de movimentação de criminosos condenados entre os países da União Europeia.

"Há uma relativa liberdade para se movimentar entre as fronteiras e buscar trabalho, tendo ou não sérias condenações criminais", disse à BBC Harry Fletcher, da Associação Nacional de Oficiais de Condicionais. "Estima-se que possa haver centenas de criminosos condenados por outros países atualmente vivendo no Reino Unido", disse.


*Do G1.

Procuro a minha família


Derli Maria Correa Santos procura pela irmã MARLENE MARIA CORREA desde 1989.


Ela conta que quando perdeu contato a irmã morava na casa dos patrões em Belo Horizonte (MG) perto da barragem Santa Lúcia.


Sob olhar de parentes, Delegacia de Desaparecidos é inaugurada no Rio

Beltrame espera que números sejam esclarecidos no Estado.
São mais de 40 mil desaparecimentos registrados desde 2007, diz ISP.


Com a presença de mães de desaparecidos no estado do Rio nos últimos 14 anos, a Polícia Civil inaugurou a Delegacia de Paradeiros de Desaparecidos na manhã desta segunda-feira (22). Ao contrário do que acontecia até então, quando os casos só eram encaminhados para a sessão de desaparecidos da Divisão de Homicídios após 15 dias, o registro de desaparecimento será encaminhando diretamente para a Delegacia de Desaparecidos.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que vários casos de desaparecimento continuam registrados apesar de as vítimas reaparecerem. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados 41.711 desaparecimentos no estado do Rio entre 2007 e 2014.

"Aproveito que se você tem algum desaparecido na sua residência que tenha voltado para que deem baixa no registro. E aí vamos tratar dos casos de desaparecidos de fato, dessas famílias que passam verdadeiras peregrinações. A procura por esses desaparecidos será facilitada", avaliou Beltrame.

Ainda de acordo com o secretário, a delegacia – onde trabalharão 35 policiais –
terá um banco de material genético dos familiares de desaparecidos para a realização de exames de DNA em ossadas recolhidas em cemitérios clandestinos. Beltrame frisou que haverá verba para isso. "Se não conseguirmos fazer com nossos próprios recursos, vamos procurar parcerias para realizar", disse.

A delegada responsável, Elen Souto, espera resolver mais de 65% dos casos, número de quando comandava a sessão de paradeiros da Divisão de Homicídios da capital. A delegacia contará com a assistência da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. "Teremos um núcleo para crianças e adolescentes e outro para adultos. A delegacia funcionará 24 horas por dia, e não mais precisará de 15 dias na delegacia distrital. O caso será levado imediatamente para cá", explicou Elen.

Sobre os números de desaparecimentos, ela diz que serão realizadas campanhas de conscientização. "Isso é importante para que venhamos a ter números verdadeiros, e para que os gastos e esforços sejam empreendidos para os casos em que realmente haja um desaparecimento", finalizou a delegada.

Mães se emocionam

Antes da inauguração, um grupo de 11 mães de desaparecidos fez um discurso em frente à sede da Delegacia, na Cidade da Polícia.

"Esta é uma porta da esperança que se abre. O legado da Priscilla (Belfort) é essa delegacia", disse Jovita, mãe da jovem desaparecida em 2004. O caso teve enorme repercussão na época. "Eu fiquei muito emocionada com tudo que eu vi aí dentro, e uma delegacia de excelência. Essa é a primeira vez que o Estado nos ouve", disse ela, emocionada.

A mãe da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida em 2008 na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, Tânia Amieiro, clamou que a delegacia. "Quero confiar que a delegacia faça alguma coisa. Nós merecemos isso, estamos esperando há muito por isso", afirmou Tânia.

"Há 15 anos, as mães do Brasil lutam pela criação dessa delegacia. É necessária a criação de uma delegacia especializada, já que é um trabalho totalmente diferente do normal", diz Waltea Ferrão, presidente do Portal Kids, que investiga casos de crianças desaparecidas.

"Que esses exames de DNA sejam feitos com a maior delicadeza. O nosso sofrimento é menor do que o das nossas crianças", disse Elisabete Barros, mãe de Thaís de Lima Barros, que teve sua história contada pelo G1 neste domingo (21).

Entre 2007 e 2014, houve 41.711 casos de desaparecimento no Rio registrados em delegacia, segundo dados do Instituto de Segurança Pública. "O Rio de Janeiro está coalhado de cemitérios clandestinos, então essa delegacia terá muito trabalho", disse Antonio Carlos Costa, presidente da Instituição Rio de Paz.

*Do G1.

Mães de desaparecidos esperam por DNA de mais de 200 ossadas no Rio

Polícia diz que fará novos exames a partir de segunda-feira (22).
CPI na Câmara dos Deputados indica cemitérios clandestinos no Rio.

Entre 2000 e 2009, 213 ossadas foram encontradas no Rio de Janeiro. Os dados da CPI de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Câmara dos Deputados, concluída em junho de 2014, deixam mães e parentes de crianças desaparecidas à espera de novas informações. Em meio ao clamor por notícias, a Polícia Civil inaugura nesta segunda-feira (22) a Delegacia de Paradeiro de Desaparecidos, ampliando a seção de Desaparecidos, que já funcionava na Delegacia de Homicídios da capital. Entre as primeiras ações, está prevista a realização de exames para comparar ossos achados com material genético de familiares.

Quatro mães conversaram com o G1 sobre suas histórias. Com casos de filhas desaparecidas entre 2001 e 2010, elas receberam a confirmação da titular da nova delegacia, Elen Souto, de que serão chamadas ainda nesta semana para testes de DNA. O objetivo é descobrir se a busca pelo paradeiro das filhas terá um final. Entre os locais onde ossadas foram encontradas, segundo a CPI, estão um terreno da Aeronáutica na Avenida Brasil e um cemitério clandestino em Manguinhos, na Zona Norte da Cidade.

Raquel Gonçalves Cordeiro da Silva, de 43 anos, mãe de Larissa Gonçalves Santos, sequestrada no dia 31 de janeiro de 2008 aos 11 anos de idade, espera que a nova delegacia consiga trazer uma solução para o caso. A filha foi sequestada dentro de casa na Barreira do Vasco, em São Cristóvão. O sequestrador de Larissa, o oficial da Marinha Fernando Marinho de Melo, de 57 anos, foi preso em janeiro de 2014, condenado a sete anos de prisão, que está cumprindo em Bangu 8. Ele é apontado como o responsável pelo desaparecimento de várias crianças nos últimos anos para exploração sexual.

Mesmo com o sequestrador preso, Raquel se angustia em pensar o que pode ter acontecido com a filha. “Uma coisa é você saber que morreu, não tem volta. Outra é não ter certeza de nada. Você cria seus filhos, faz planos para eles, e de repente para para pensar que ela virou um monte de ossos enterrados na lama. E como o sequestrador não diz onde o corpo está?”, questiona.

Raquel espera que os exames de DNA comprovem que uma das ossadas analisadas pela nova delegacia seja de Larissa. “Se for isso mesmo, ele também será julgado por homicídio”, explica. “Tenho 43 anos, mas me sinto como se tivesse com 100 anos de idade quando penso nisso. Tenho que tomar remédios há 3 anos, meu filho não faz nada sozinho, minha família ficou destruída. É assim que eu posso resumir minha vida desde então”, conta, abatida.

Há a suspeita de que Fernando Marinho de Melo também seja o responsável pelo desaparecimento de Thaís de Lima Barros, que tinha 9 anos quando foi raptada da porta da casa de um parente, onde estava com um primo, em 22 de dezembro de 2002, na Vila Kennedy, em Campo Grande, na Zona Oeste. Segundo testemunhas, um homem foi visto atrás de uma árvore próxima ao local, pouco antes de Thaís desaparecer. Quando a menina e o primo entraram em casa, o homem fez o mesmo e a raptou.

“Quando eu cheguei, ela já tinha sido levada. Muita gente que eu nunca tinha visto estava andando pelo bairro com uma foto da minha filha, e aí eu comecei a ficar preocupada. Eu e meu marido começamos a procurar, fizemos um registro na 34ª DP, mas pouco foi feito depois disso”, relata a mãe, que desde 2005 espera para fazer um exame de DNA. “Preciso saber o que houve com a minha filha, de qualquer forma.”

Traumas

A busca por notícias de um filho desaparecido pode causar sérios danos psicológicos a quem passa por isso. Ingrid Vanessa Cunha Pitanga, de 10 anos, estava levando o primo para a escola localizada na Rua Nilópolis, em Realengo, na Zona Norte do Rio, na manhã do dia 6 de setembro de 2001. A mãe, Elisangela Cunha Germano, contou que estava fazendo serviços de manicure para uma cliente idosa e que encontraria a filha perto do colégio. Quando não a viu, a primeira coisa que pensou foi que ela teria se acidentado e sido encaminhada para o Hospital Albert Schweitzer, no mesmo bairro.

“Ela não era de sumir, não era de fazer isso. Fui até o hospital, mas lá ela não estava. A ficha só caiu mesmo à noite, e a família inteira chorou. O pior é que ninguém viu nada”, conta a mãe, que não teve outros filhos depois dessa situação.

Após um surto, em 2008, seu psiquiatra pediu sua aposentadoria em 2009. Ela se mantém sã atualmente à base de calmantes e antidepressivos. O pior medo é que o fato se repita com outras crianças. “São 13 anos que espero por um novo exame, por notícias. E soube no último ano de pelo menos três casos. Não quero nunca que outras pessoas passem pelo que eu passei.”

Ainda na Zona Norte, em 2010, foi a vez de Lenivanda Souza ser surpreendida pelo desaparecimento da filha Gisela Andrade de Jesus, que tinha 8 anos. Estudante da Escola Municipal Bahia, na Avenida Brasil, Gisela estava saindo do colégio no início da tarde do dia 25 de fevereiro. Parou em um posto de gasolina para beber água, como sempre fazia após as aulas. Pouco depois das 13h, no entanto, desapareceu.

Cemitérios clandestinos

Lenivanda voltava do hospital, onde esperava grávida por um exame. Quando chegou em casa e soube do que acontecera, passou mal. Mesmo procurando exaustivamente nas favelas do da Maré, onde morava, nunca se viu rastros de Gisela. Uma denúncia em novembro de 2013, no entanto, chamou a atenção dela e de outras mães de desaparecidos.

“Soubemos que havia uma denúncia de cemitério clandestino no Fundão, com várias ossadas. Já sabíamos que haviam recolhido ossadas em um terreno na Avenida Brasil, mas essa denúncia nova fez com que pedíssemos mais uma vez por DNA. Vamos ver se agora sai. Eu creio que minha filha possa estar viva, mas não custa tentar fazer o exame”, diz, entre a angústia e a esperança.

A Polícia Civil afirma que foi até o Fundão para verificar a denúncia de um cemitério clandestino, mas que nada encontrou.

Apesar da síndrome do pânico adquirida após o sequestro e os três anos tomando remédios controlados, Lenivanda segue a vida. O que lhe dá forças é o filho Gabriel, de 4 anos, gerado em meio ao drama do desaparecimento. “Ele que leva luz para a minha vida. Deus tirou ela da minha vida, mas me deu ele”, conta ela.

Pedidos da comissão

O texto da CPI, presidida pela deputada Erica Kokay (PT) e com a deputada Liliam Sá (PR) como relatora, pede melhorias para o assunto no Rio de Janeiro. Segundo o relatório final, o Rio possui um déficit de 48 conselhos tutelares. De acordo com o Conselho Nacional de Direitos da Criança e Adolescente (Conanda), a recomendação é de um Conselho Tutelar para cada 100 mil habitantes. A decisão de fazer exames de DNA em ossadas encontradas entre 2000 e 2009 foi feita após sugestão da CPI.

O relatório afirma ainda que é necessário criar Varas da Infância e Juventude especializadas em crimes contra crianças e adolescentes, “visto que as existentes não estão dando conta de todos os processos, o que causa lentidão na tramitação e em consequência a impunidade”.

*Do G1.

Procuro a minha família


Olímpia Gomes de Jesus procura pela sobrinha MARIA GOMES DOS SANTOS que morava na cidade de Itaiobeiras em Minas Gerais quando teria ido trabalhar na casa de uma família em outra cidade. Daí então eles perderam o contato. Foi há cerca de 30 anos.



Com quase 3,9 mil casos de desaparecidos em 2014, Rio de Janeiro ganha delegacia especializada


Também será implantado o disque-desaparecidos, no telefone 197. Através do número, qualquer pessoa pode informar pistas sobre o paradeiro das vítimas sem revelar a identidade.

Desaparecida desde 2008, Larissa Gonçalves dos Santos completaria 18 anos em fevereiro. Ela estava em casa com o irmão, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, quando um homem invadiu o local, pegou a menina, então com 11 anos, e a levou dentro de um táxi. O acusado, suspeito de pelo menos outros sete desaparecimentos, foi preso e condenado. Larissa, no entanto, nunca mais foi vista. Apesar do passar dos anos, a mãe dela, Renata Gonçalves da Silva, nunca desistiu de encontrar a filha.


A história de Larissa é uma das milhares que ocorrem todos os anos no Rio. Ao longo de 2013, mais de cinco mil e oitocentas pessoas desapareceram no estado. Somente de janeiro a agosto deste ano, foram quase três mil e 900 desaparecimentos, segundo o Instituto de Segurança Pública. A maioria dos casos, mais de 1.500, ocorreu na capital, seguida da Baixada Fluminense e do interior. As principais vítimas são jovens, de 15 a 17 anos, do sexo masculino. Segundo o disque-denúncia, o serviço recebe, em média, 15 ligações por dia sobre desaparecimentos ou informações para localização de vítimas. Mas a falta de dados integrados entre os órgãos do estado e as demais unidades da federação é um dos entraves que dificultam a solução desses casos. Outro problema, segundo a antropóloga e ex-diretora do ISP, Ana Paula Miranda, é o fato dos desaparecimentos só serem registrados pela polícia após vinte e quatro horas.

Para tentar reverter esta realidade, será inaugurada, nesta segunda-feira, no Rio, a primeira delegacia de Descoberta de Paradeiro do estado. A especializada terá dois núcleos, um para investigar o sumiço de crianças e adolescentes e outro, para adultos. Segundo o coordenador da ONG Meu Rio, João Senise, um dos que cobrou a criação da delegacia no Rio, o modelo é inspirado na unidade de Belo Horizonte que, em 10 anos, resolveu 80% dos casos.

Também será implantado o disque desaparecidos, no telefone 197. Através do número, qualquer pessoa pode informar pistas sobre o paradeiro das vítimas sem revelar a identidade.

Em 2010, o Ministério Público do Rio criou o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos que está sendo implantando em âmbito nacional. Atualmente, dez estados fazem parte do Sistema Nacional de Desaparecidos, que ainda não tem data definida para ser unificado.

*Da Rádio CBN Rio.