Gente Buscando Gente

HISTÓRIAS DE PERDÃO


Uma emissora de TV procura pessoa que queira reencontrar alguém do seu passado, para pedir PERDÃO por algo de errado que fez a ela.

Você tem uma história assim ou conhece alguém que tenha?

Contato:

Cel.: (21) 9 9615 8963

E-mail: carla.siqueira@uol.com.br


Procura a mãe biológica


Juliana está hoje com 28 anos. Da sua história sabe apenas que nasceu em 16 de fevereiro de 1988 em Governador Valadares, Minas Gerais, e que sua mãe biológica se chama “Maria do Carmo”.

Ainda no hospital Maria do Carmo teria escolhido um nome para ela. Seria “Rosimere”. Mas quando finalizou o trabalho de parto e retornou para casa no bairro Jardim Pérola, teve uma discussão com o marido e resolveu deixar a menina com ele e sair de casa. Desde então ninguém mais soube dela.

O pai ficou com a filha por poucos dias e resolveu deixá-la aos cuidados de “Neuza”, que trocou seu nome para Juliana Reis Celestino e a criou até a fase adulta, sem nunca ter escondido que ela era apenas a mãe adotiva.

Mesmo com o receio de que o sentimento da filha adotiva por ela possa mudar quando encontrar a mãe biológica, Neuza sempre a acompanha em suas tentativas, como fez nesta entrevista.

Juliana sabe que o pai já faleceu e que possui poucas informações da mãe, mas não perde a esperança. Seu caso é acompanhado pela nossa entidade desde 2013.

Ele já está em contato com o sobrinho

Manoel Nicolau da Cunha de 71 anos conheceu a ONG Gente Buscando Gente através de reportagens na TV e resolveu buscar ajuda para localizar o sobrinho Ernesto Inácio da Cunha, que em 1975 com a idade por volta dos 15 anos, saiu de Frei Inocêncio no interior de Minas Gerais, e foi para a cidade de Jacareí no Estado de São Paulo a procura de trabalho.


Nós chegamos a constatar a passagem do seu sobrinho por outras cidades do país, mas foi em Iporá (GO) que esta busca de quase 40 anos teve fim. Lá encontramos o Ernesto, já com 54 anos. Eles ainda não se viram pessoalmente, mas já se comunicam por telefone.

O diretor da entidade, Carlos Rodrigues, que acompanhou este caso, afirma que era muito comum esta perda de contato entre familiares. E esclarece que na época em que Manoel e o sobrinho perderam o contato, o Brasil só se comunicava através de cartas e telegramas. Internet não existia e telefone era exclusividade de pessoas com situação econômica bem definida.

Manoel vive agora a expectativa do reencontro.

Procura pelo irmão desaparecido


Maria dos Anjos procura pelo irmão SÉRGIO DE SOUZA LIMA que desapareceu em Governador Valadares em setembro de 2011. Hoje ele tem 51 anos.


Encontrou a mãe biológica


Sidney Eleno Viana contou como sua vida mudou depois que conseguiu encontrar a mãe biológica através da entidade. 


A angústia de não conhecer suas raízes teve fim quando a localizamos na Vila Zatt em São Paulo (SP).

Depois disso, ela se mudou para Governador Valadares e hoje mora perto dele.

Ela procura pelo filho biológico



“Eu não dei o meu filho como se dá um cachorro ou um gato... eu tinha apenas 15 anos, e na inexperiência, acabei cedendo às pressões para que eu deixasse meu filho com seus padrinhos”. Esta foi a primeira frase dita por Benedita Paulina de Souza, de 83 anos, quando começou a nos contar sobre sua busca, de quase 70 anos, pelo seu filho que foi levado pelos padrinhos quando ainda era bebê com apenas seis meses de idade.


Mesmo tendo se passado tantos anos ela ainda se recorda de muitos detalhes da última vez que viu o filho. Nesta época, ela morava na rua Trinta e Um, no bairro Timirim, na cidade de Timóteo – MG, e ao se recusar a ir para São Paulo com seu companheiro, José de Paula Sobrinho, acabou permanecendo no Vale do Aço – MG.

Sozinha e com pouca idade, deparou-se com muitas dificuldades para cuidar do filho, razão pela qual alguns familiares fizeram pressão para que ela o entregasse aos seus padrinhos, pois com uma criança de colo não encontraria nenhuma casa de família que a empregasse. Porém, logo que a criança foi entregue aos padrinhos, os mesmos foram embora da cidade e ela nunca mais teve notícias do seu paradeiro. Lembra ainda que o possível nome da madrinha seria “Maria de Souza Sobrinho” ou “Maria José Sobrinho”. E Também, que o filho já havia sido registrado com o nome de GILMAR DE SOUZA SOBRINHO, e que o teria entregado juntamente com sua certidão de nascimento.

Conversando conosco, por diversas vezes ela repetiu que tinha apenas 15 anos e que era muito inexperiente e por isso cedeu às pressões para deixar o filho com os padrinhos. E mesmo não perdendo a esperança de reencontrá-lo, ela conta que tem muito medo de não ser aceita pelo filho, pois ele pode pensar que ela o abandonou porque quis.

Gravação de programa


A segunda-feira foi de gravações com a apresentadora Brunny Gomes do PROGRAMA SOU CIDADÃ (TV Alterosa/SBT).

Juntamente com sua produção, ela visitou conosco pessoas que já foram contempladas com reencontros promovidos pela entidade, e também pessoas que ainda buscam pelo familiar e mantém a esperança de um final feliz em suas histórias.

Acompanharam também o lançamento da campanha da venda de brigadeiros.

A nova ideia para angariar fundos para a manutenção do nosso trabalho.

O programa vai ao ar em janeiro.







Vanencia Moura contou porque resolveu ser voluntária da entidade. 


Sidney Eleno Viana falou da alegria de encontrar a mãe biológica aos 32 anos.



Maria dos Anjos Souza procura pelo irmão SÉRGIO DE SOUZA LIMA que desapareceu em Governador Valadares em setembro de 2011. Hoje ele tem 51 anos.


Juliana está hoje com 28 anos. Da sua história sabe apenas que nasceu em 16 de fevereiro de 1988 em Governador Valadares, Minas Gerais, e que sua mãe biológica se chama “Maria do Carmo”.





“Eu não dei o meu filho como se dá um cachorro ou um gato... eu tinha apenas 15 anos, e na inexperiência, acabei cedendo às pressões para que eu deixasse meu filho com seus padrinhos”. Esta foi a primeira frase dita por Benedita Paulina de Souza, de 83 anos, quando começou a nos contar sobre sua busca, de quase 70 anos, pelo seu filho GILMAR DE SOUZA SOBRINHO.



Manoel Nicolau da Cunha de 71 anos conheceu a ONG Gente Buscando Gente através de reportagens na TV e resolveu buscar ajuda para localizar o sobrinho Ernesto Inácio da Cunha, que em 1975 com a idade por volta dos 15 anos, saiu de Frei Inocêncio no interior de Minas Gerais, e foi para a cidade de Jacareí no Estado de São Paulo a procura de trabalho.


Nós chegamos a constatar a passagem do seu sobrinho por outras cidades do país, mas foi em Iporá (GO) que esta busca de quase 40 anos teve fim. Lá encontramos o Ernesto, já com 54 anos. Eles ainda não se viram pessoalmente, mas já se comunicam por telefone.



FOTOGRAFIA NÃO IDENTIFICADA




Nosso auxílio a familiares de desaparecidos acontece desde 2007 quando foi criada a entidade. Sendo assim, temos histórias cadastradas a partir desta data.

Em fevereiro de 2009, aconteceu um assalto em nossa antiga sede no bairro Esperança em Governador Valadares (MG). Entre outras coisas, foi levado um computador notebook que continha todos os arquivos das buscas pelos desaparecidos que haviam sido produzidos nos dois primeiros anos.

Com a Graça de Deus e com o apoio de algumas pessoas, nosso trabalho continuou e conseguimos refazer grande parte destes arquivos e adquirir outro computador.

Na tarde de ontem (05), constatamos esta foto que não sabemos a que caso ela pertence.

Se você reconhece esta fotografia como parte da sua busca, entre em contato conosco para a identificação. Só assim vamos poder usá-la na divulgação da sua história.



Entre os casos mais emblemáticos acompanhados pela ONG Gente Buscando Gente está o de Carlos Adauto de Oliveira desaparecido em Petrolina (PE) no dia 05 de março de 1991 quando estava com 21 anos.


No dia em que sumiu ele teve uma discussão com uma pessoa, em seguida tomou vários medicamentos e dormiu por um tempo. Depois mesmo estando um pouco sonolento devido aos efeitos da medicação, saiu de casa e foi visto pela última vez em um mercadinho próximo de casa.

Lá se vão 24 anos de incerteza. Em 2010 a família pediu nossa ajuda para procurá-lo. Desde então muitas tentativas já foram feitas tentando constatar seu atual paradeiro.

Com as divulgações do desaparecimento na internet, chegaram algumas indicações que depois de conferidas não se confirmaram.

A última informação veio da jovem Fabiana Dias, moradora de Itabira em Minas Gerais. Há mais de um ano ela encontrou nas ruas de sua cidade um homem sem identificação que aparenta ser mudo e que não trazia consigo nada que pudesse identificá-lo.


No dia que foi encontrado ele estava vestindo uma calça jeans, blusa listrada e usava um boné preto.

Além de prestar auxílio para sua subsistência, ela também tenta descobrir sua identidade para chegar até sua família.

Fabiana conta que para isso já buscou ajuda junto à assistência social da cidade, ao Ministério Público do Estado e na Polícia Civil que recolheu as digitais dele, mas não encontrou nenhuma pessoa no banco de dados de Minas Gerais. 

Foi aí que ela começou a pesquisar na internet pessoas desaparecidas que se parece com o “José”, nome que ela deu ao homem sem identificação.

E o que ela achou mais parecido e com possibilidade de ser ele, foi o nosso desaparecido Carlos Adauto que hoje está com 45 anos, a mesma idade que aparenta ter o “José”.

Após seu contato conosco e nos contar as tentativas de descobrir sua identidade, entramos em contato com a família para ver se eles possuíam algum documento que tivesse a impressão digital de Carlos Adauto, assim poderíamos fazer a comparação com a digital de “José” colhida pela polícia.

Em contato com os familiares, eles nos disseram que teria nos guardados antigos, o certificado de alistamento militar de Carlos Adauto.

O documento foi levado até uma lan house onde foi reproduzido e nos enviado por e-mail. Quando chegou, achamos que estive sido mal escaneado e então resolvemos pedir para que a família nos enviasse o documento original pelo correio.


O envio então foi feito, mas quando chegou percebemos que o documento foi tirado em 1989 e embora bem preservado, a impressão digital não possuía resolução suficiente para ser analisada com esta finalidade.
Caso possua alguma informação de sua identidade, entre em contato conosco e ajude-nos a encontrar sua família.

Este homem sem identificação foi encontrado na cidade de Itabira (MG).

Ele aparenta ter 55 anos e seria mudo. Também não portava nenhum documento ou algo que pudesse identificá-lo.

Quando foi encontrado ele estava vestindo calça jeans, blusa listrada e um boné preto.

A polícia civil da cidade colheu suas impressões digitais, mas nenhum registro foi encontrado no Estado de Minas Gerais.



Ainda sobre o reencontro da mãe com o filho depois de quase 30 anos...

... A reportagem da TV Guarapari.

Nossa equipe pediu para que ela e a filha viajassem até lá para gravar uma entrevista para um programa de televisão com o intuito de sensibilizar os capixabas, e estes nos ajudarem na localização.

Era tudo uma armação nossa que já havíamos encontrado o filho Sidnei, que hoje mora com a esposa e filhos naquela cidade.

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Agradecimentos à ‘Sacaria São Paulo Bordados’ que gentilmente bordou nossos dois bonés.


Eles são usados pelo nosso diretor Carlos Rodrigues, que faz uma alusão ao trabalho do peruano David Nostas, “El Rey de los Reencuentros”.


Profissão Repórter vai mostrar a busca por um parente desaparecido



O Profissão Repórter da próxima terça-feira (1º), vai mostrar a busca por parentes desaparecidos.

Lindalva Matos é uma aposentada de 55 anos. Ao longo de 12 anos, ela conseguiu encontrar mais de três mil pessoas desaparecidas. O repórter Guilherme Belarmino registra esse trabalho voluntário de Lindalva e a emoção das pessoas que se reencontram depois de décadas.

O repórter Victor Ferreira mostra uma busca que dura mais de 30 anos. Victor acompanhou a luta de Mercês de Castro. O irmão de Mercês e mais 68 militantes do Partido Comunista do Brasil lutaram contra a ditadura militar na região no Araguaia. Cinquenta e nove deles estão desaparecidos até hoje. Em uma das buscas de Mercês, registramos a descoberta de uma ossada que pode ser de um dos guerrilheiros.

Em São Paulo, a repórter Danielle Zampollo mostra por que pessoas com identificação são enterradas como desconhecidas. Em uma semana de plantão no cemitério de Perus, na zona norte da cidade, acompanhamos a chegada de 18 corpos. Só cinco não tinham identificação. Os outros treze tinham nome e sobrenome e mesmo assim foram enterrados como desconhecidos. Familiares ficam revoltados ao saber que seus parentes foram enterrados sem o conhecimento deles.

http://g1.globo.com/profissao-reporter/

Famílias realizam ato por desaparecidos em Minas


Movimento pretende coletar 1 milhão de assinaturas para que projeto de lei seja votado no Congresso


Voluntários e familiares de pessoas desaparecidas se reuniram em um ato na praça da Liberdade, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na manhã deste domingo. Além de reivindicar melhorias no sistema das polícias brasileiras para facilitar as buscas aos desaparecidos, eles coletaram assinaturas para que o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Pessoa Desaparecida no Brasil seja votado pelo Congresso.

“Precisamos de 1 milhão de assinaturas, mas, em três anos, só conseguimos 150 mil. Precisamos que a sociedade se sensibilize com a causa dos desaparecidos”, comenta Maria de Lourdes das Neves, mãe de um desaparecido e organizadora do ato.

Segundo dados da Polícia Militar de Minas, entre os dias 1º de janeiro e 12 de agosto deste ano, 5.285 pessoas foram reportadas como desaparecidas. Dessas, apenas 2.412 foram localizadas. A petição pode ser assinada online. Os detalhes estão na página www.facebook.com/desaparecidosemmg.

Sofrimento. Maria de Lourdes não tem notícias de seu filho, Pedro Augusto Neves Diniz Pereira, que desapareceu em maio do ano passado com 17 anos. “Ele saiu em um sábado à tarde para ir à casa de um amigo. Algumas pessoas disseram tê-lo visto entrar em um carro, mas ninguém soube dizer de qual modelo, qual cor, nada. Umas horas depois, ele ligou dizendo que estava bem e indo para casa, mas nunca mais apareceu. Desde então, nunca mais soubemos nada”, relata a mãe.

A busca de Maria Aparecida de Assis, 56, é mais longa. Mãe de Jair Martins de Assis, à época com 18 anos, ela procura o filho desde janeiro de 2010. Ele saiu de uma festa para comprar cerveja no bairro São João Batista, em Venda Nova, e nunca mais foi visto. “Tenho medo de morrer sem saber o que aconteceu com ele. Esteja ele vivo ou morto, eu preciso saber, porque dói demais”, diz.

*Do Jornal O Tempo.

Mulher passa noites na rodoviária de BH procurando por irmão desaparecido


Um dos casos mais emblemáticos que acompanhamos é o do ex-mecânico que virou morador de rua.

Você pode recordá-lo aqui (http://zip.net/btrLMj).

Inúmeras informações de seu possível paradeiro já foram conferidas. E muitos corpos de indigentes já foram checados pela entidade nos IMLs. Mas nada ainda nos fez chegar até ele novamente.

O desaparecimento de uma pessoa por si só já provoca certa comoção. Mas nesta história há ainda a promessa que a filha fez para a mãe de que não deixaria o irmão abandonado por este apresentar problemas mentais que o impede de ter uma vida normal.

É ou não motivador? Este é o combustível para nos mantermos acesos com nossa pequena iniciativa em favor dos que não descansam á procura de um ente desaparecido.


A reportagem é da TV Alterosa.

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Ela procura pela mãe biológica


Paula Santa Cruz nasceu em 1973 no Hospital e Maternidade Santa Rosa na cidade de Niterói (RJ).


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No mês passado, Maria José Teixeira (foto), que é moradora de Coronel Fabriciano (MG), aproveitou a nossa passagem pela cidade para pedir a ajuda da ONG.

O sonho dela é encontrar uma irmã que foi adotada por outra família quando tinha apenas 5 anos.



Lamentavelmente desta vez nossa viagem não teve êxito.

Estas histórias são totalmente reais e sem nenhuma manipulação, razão pela qual estão sujeitas a possibilidade de não localizarmos.

Estivemos na região de Frei Inocêncio (MG). De lá vieram informações que davam conta do atual paradeiro do “Mercanquim”, o ex-mecânico que virou morador de rua.

Lá não foi confirmado seu paradeiro.

<Localizar alguém é um processo que após se iniciar, demanda um tempo indeterminado. Já alguns reencontros acontecem por acaso, mas são raros>.


Conheça esta busca: http://zip.net/btrLMj

Duas identidades separam boliviana da vida em MS, ao lado do pai e dos filhos


Paula Maciulevicius


Trinta e quatro anos. Dois nomes, duas datas de nascimento, duas línguas e uma história de vida que se divide entre Brasil e Bolívia. Hoje, o enredo do que parece drama de novela está todo em Terenos e tem a  luta, na Justiça Federal, pela nacionalização de três crianças, para que Andreia possa viver o sonho de ser filha.

No primeiro documento, ela é Silvia Andreia Vargas Mercado. No segundo, Andreia Vargas Mercado. Nascida em agosto, registrada em janeiro. Uma mulher, hoje mãe, com duas identidades que trocou a vida que tinha no país vizinho para reencontrar o pai em Mato Grosso do Sul. O sonho que era só dela, passou a ser de toda família, mas hoje esbarra na burocracia.

Nascida em São Paulo, filha de mãe boliviana e pai brasileiro, Andreia foi levada pela mãe para o país de origem do dia para a noite. “Para ele foi chocante, ele estava viajando e quando chegou, achou tudo vazio”, conta sobre o pai. À época, a menina tinha 2 anos de idade. A troca de documentos e o registro na Bolívia foi feito para que o pai nunca pudesse localizar a menina.

“Toda a minha vida eu nunca soube quem era ele”, descreve. Um dia, olhando fotos no álbum de infância, entre os 6 e 7 anos, Andreia viu um homem, estranhou e perguntou quem era. “Ela falou que era o meu pai. Disse o nome dele e mais nada...”

Há quatro anos Andreia entrou em contato com a ONG brasileira “Gente buscando gente”. “Eu só tinha o nome completo dele ‘Adauto Marcelino da Silva’, não tinha noção da idade e só sabia que ele trabalhava com refrigeração, geladeira”, conta. Foram dois anos de procura da ONG pelo pai no Brasil e um tempo que parecia eterno de Andreia a espera de notícias. Até que em 2013 houve o reencontro no palco do Programa do Ratinho.

“Quando eu o vi foi emocionante, eu fiquei muito nervosa. Conheci irmãos, sobrinhos, a minha família”. De São Paulo, seu Adauto, que hoje tem 68 anos, veio morar em Mato Grosso do Sul, a última cidade é a que toda família vive, Terenos. “Era o meu sonho, dos meus filhos e do meu marido, de morar no Brasil”, diz ela.

Andreia deixou a empresa de enxoval de bebê que tinha no Chile, país onde vivia, para ser filha. “Meus irmãos, eles são a minha cara. Igualzinho”, diz olhando as fotos.



Há dois anos aqui, o problema tem sido um só: a burocracia da documentação. Com duas identidades, Andreia é brasileira, mas no documento dos três filhos é a mãe boliviana. A crise de identidade descoberta junto com a história de vida agora se estende aos filhos. “Dificuldades para colocar os filhos na escola, de ser atendida no SUS...”, explica.

No caminho da nacionalização dos filhos, ela teve de fazer exame de DNA para comprovar, primeiro que era mãe do trio e depois justificar a história que a trouxe aqui, de que era filho de Adauto. "E cada vez me pedem outro documento na Justiça Federal. O Ministério Público mandou matricular as crianças na escola, mas antes a Justiça queria deixá-los num abrigo até eu provar que era mãe deles", narra.

A documentação do nascimento de Andreia no hospital em São Paulo já veio e tudo mais o que pudesse ser exigido. "Não sei mais o que eles podem pedir. Eu deixei toda a minha vida lá para começar de novo. Eu nunca tive pai, faço isso por mim e pelos meus filhos, não acho justo que eles também percam uma família".

A entrada com pedido de registro dos filhos no Brasil tem a data de novembro de 2013. "Todo mundo estava muito emocionado de chegar no Brasil, foi uma luta e ainda é".

*Do Jornal Campo Grande News.